
02/05/2013
A cena, de tão cotidiana, já não causa mais estranheza a Isabel Swan. Ao botar o barco nas águas da Baía de Guanabara, a velejadora precisa se desvencilhar de sacos plásticos, tampinhas de refrigerantes, latas, palitos de sorvete... Um dos cartões-postais cariocas recebe diariamente uma média de cem toneladas de lixo flutuante, carregado pelos rios que cortam a Região Metropolitana do Rio, segundo estimativa do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Na ausência de coleta domiciliar adequada e com medidas paliativas que avançam a passos de formiga, a “boca banguela” cantada por Caetano Veloso sofre, a três anos dos Jogos Olímpicos.
— Treino diariamente na baía desviando de todo tipo de lixo flutuante. Em agosto vou receber atletas da Nova Zelândia aqui no Iate Clube (em Niterói). Estou envergonhada. O panorama não tem mudado nos últimos anos. Algo precisa ser feito com urgência. Temos que torcer para não chover ou bater um vento sul (condições em que o lixo se espalha mais facilmente) durante os Jogos Olímpicos — critica a velejadora, medalha de bronze em Pequim, há cinco anos.
Se cumprir a meta de despoluir 80% das águas da Baía de Guanabara até 2016 — um dos compromissos olímpicos — parece a cada dia uma tarefa menos exequível, os esforços do poder público se voltam para medidas paliativas. A principal delas são as ecobarreiras, obstáculos que visam a capturar o lixo flutuante. Atualmente, são 11 instaladas na foz dos rios que desembocam na baía.
Leia a matéria completa em O Globo
Arraia ‘voa’ para fora da água e surpreende banhistas em praia de Niterói; veja vídeo
20/08/2026
MPF dá 30 dias para Cabo Frio limpar Praia Rasa e conter lançamento de esgoto
20/08/2026
Dezenas de jacarés formam ‘muralha’ em praia que surgiu durante seca no Pantanal; VÍDEO
20/08/2026
Brasil tem a 1ª “Área de Patrimônio da Vida Selvagem” terrestre do mundo
20/08/2026
O que diferencia os incêndios florestais do Brasil e os da Europa
20/08/2026
Hesperaloe pode substituir madeira na produção de papel
20/08/2026
