
17/01/2013
O avanço das espécies invasoras já é a segunda maior causa de perda de diversidade ecológica no planeta, atrás apenas da destruição de habitats - em ilhas, estas posições são invertidas. O tráfico de animais silvestres, uma das causas para sua "exportação" a outras regiões, corresponde à segunda atividade ilícita mais lucrativa do mundo. O descontrole na entrada e disseminação desta fauna e flora é, por enquanto, alvo apenas de políticas pontuais em todo o planeta. Este debate volta a ser fomentado agora, com o lançamento do livro "Exóticos invasores", da Editora da UFF.
Autor da publicação, Sávio Bruno lista dezenas de espécies que, por ação de mudanças ambientais ou do homem, foram introduzidas na fauna fluminense nos últimos séculos. Algumas acabaram sendo úteis - a lagartixa-de-parede, passageira involuntária dos navios negreiros, é uma importante predadora da venenosa aranha-marrom. A maioria das espécies exóticas, porém, trouxe problemas à fauna local.
O mico-leão-dourado, há décadas símbolo dos animais ameaçados, já teve um de seus últimos refúgios - a Reserva Biológica Poço das Antas, em Silva Jardim - invadido pelo mico-estrela. E outro sagui, o mico-leão-de-cara-dourada, também ensaia uma expansão da Serra da Tiririca, em Niterói, em direção ao interior fluminense.
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