
29/11/2012
Cerca de 17 mil participantes de quase 200 países deram início em 26/11 em Doha, no Qatar, a mais uma rodada de negociações que discutirá, nas próximas duas semanas, como caminhar rumo a um sonhado novo acordo global do clima, meta ainda distante.
Na cerimônia de abertura, o presidente da 18ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas (COP-18), Abdullah Bin Hamad Al-Atttiyah, ex-ministro da energia do Catar, disse que "o fenômeno da mudança climática é um desafio comum para a humanidade" e que a conferência é uma "oportunidade de ouro, e devemos usá-la".
Não há grande expectativa de chegar a um acordo, seja para prorrogação do Protocolo de Kyoto, que expira este ano, ou a assinatura de um novo tratado que estabeleça metas para emissão de gases causadores do efeito estufa. Assinado há 15 anos na cidade japonesa que lhe empresta o nome, o protocolo foi o primeiro, e até o momento único, instrumento internacional a obrigar seus signatários, particularmente os países mais desenvolvidos, a reduzir ou limitar o lançamento de gases-estufa na atmosfera, tendo como alvo um corte médio até o fim de 2012 de 5,2% das emissões registradas em 1990.
Embora grande parte dos países tenha atingido ou até ultrapassado as metas estabelecidas no Protocolo de Kyoto, algumas das nações que mais lançam CO2 nunca ratificaram suas participação no acordo ou ficaram livres de limitações para suas emissões. No primeiro caso, o exemplo mas claro é dos Estados Unidos, enquanto no segundo figuram países como a Índia e a China, hoje a maior emissora mundial de gases-estufa. Com isso, os ganhos do corte de emissões dos países que cumpriram sua parte dentro do protocolo foram praticamente anulados, construindo um cenário para o que deverá ser uma despedida melancólica do tratado.
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