
08/11/2012
Pesquisa de três anos na região da Hidrelétrica de Santo Antônio, a maior já feita na Amazônia, credencia o rio como o de maior biodiversidade do mundo.
A maior pesquisa já feita na Amazônia de ictiofauna - nome que se dá ao conjunto das espécies de peixes que existem numa determinada região - completa três anos com a perspectiva de atingir a identificação de mil espécies na bacia do Rio Madeira. O estudo liderado pela Universidade de Rondônia (Unir), que descobriu cerca de 40 novas variedades de peixes, credencia o rio como o de maior biodiversidade do mundo.
Parte do programa de conservação da ictiofauna para a construção da Hidrelétrica de Santo Antônio, o levantamento avaliou uma área de 1,7 mil quilômetros, quase metade do tamanho total do rio - o 17.º maior do mundo em extensão. Foram encontrados desde novembro de 2008 um total de 957 espécies. No Rio Congo (7º do mundo), um estudo baseado em estimativas apontou pouco mais de 700.
Segundo os pesquisadores, o alto número encontrado no Rio Madeira está ligado à abrangência da pesquisa. "Graças a um grande aporte financeiro da concessionária responsável pelas obras, pudemos ter uma área de amostra bastante ampla", afirma Carolina Dória, coordenadora do Laboratório de Ictiofauna e Pesca da Unir.
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