
25/10/2012
Empresas de exploração florestal tendem a buscar ganhos no mercado voluntário de crédito de carbono para compensar os custos das práticas sustentáveis.
Quando a pequena cidade de Extrema, no Sul de Minas Gerais, criou em 2005 uma lei municipal pioneira no País para pagar pequenos produtores rurais que se comprometessem a conservar nascentes e rios, ninguém imaginava a dimensão que a novidade teria poucos anos depois. Hoje iniciativas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) existem em municípios de todas as regiões do Brasil. Em São Paulo, maior metrópole do País, em cinco anos dezenas de proprietários abriram mão de atividades produtivas para proteger uma área total equivalente a 747 campos de futebol, no entorno de mananciais que abastecem a população, em troca de benefícios financeiros que até o momento somaram R$ 1,1 milhão.
Como resultado, mais de cem nascentes e 45 mil metros de extensão de rios foram salvos de desmatamento na Região Metropolitana de São Paulo. "O valor a ser recebido é calculado em função do custo de oportunidade da terra e do tamanho das áreas naturais mantidas intocadas", diz André Ferreti, coordenador do Projeto Oásis, apoiado pela Fundação Grupo Boticário na capital paulista e diversas cidades. Em São Bento do Sul (SC), o processo foi iniciado no ano passado com participação de 18 propriedades às margens do Rio Vermelho, responsável pelo abastecimento de 75 mil habitantes. Outros 30 produtores estão na fila para receber a remuneração, coberta por meio de recursos da empresa municipal de água e esgoto.
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