
25/10/2012
Restam apenas 300 muriquis no estado do Rio de Janeiro. Eles são ameaçados pela diminuição das áreas de floresta, pela caça e por doenças transmitidas por outros bichos. Correndo risco de extinção, o maior primata das Américas e candidato a mascote dos Jogos Olímpicos de 2016 ainda padece com a falta generalizada de informações. Pesquisadores vão a campo a partir de janeiro e, num prazo de dois anos, pretendem concluir o primeiro censo populacional e o georreferenciamento do mono-carvoeiro, como também é conhecido esse macaco exclusivamente brasileiro.
Uma força-tarefa com 20 pesquisadores vai percorrer 350 mil hectares de florestas no estado. Além do censo e do georreferenciamento, eles pretendem coletar material genético, observar hábitos, costumes, analisar a dieta, identificar os vegetais que servem de alimento. Tudo isso para entender como se dá a interação dos muriquis com o meio ambiente. O trabalho, que custará em torno de R$ 5,5 milhões, vai servir de base científica para a criação de um plano estadual de proteção do macaco. Este documento deverá orientar desde a localização de novas áreas de preservação até a escolha das espécies de plantas usadas em programas de reflorestamento, sempre levando em consideração as preferências do animal.
A iniciativa faz parte de um conjunto de outras medidas, que incluem a campanha para a escolha da mascote dos Jogos Olímpicos, programas de educação ambiental e propagandas, que pretendem fazer do muriqui um animal conhecido e protegido. A meta é criar as condições que permitam aumento da população e, principalmente, a retirada da espécie da lista de extinção.
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