
11/10/2012
Contornada por uma baía e protegida por montes e pela vegetação, Paraty à primeira vista deslumbra visitantes por sua abundância natural. Não à toa, o governo federal lançou na Rio+20, que ocorreu em junho último no Rio, a campanha do município ao Passaporte Verde — projeto das Nações Unidas de incentivo ao turismo sustentável. Essa pequena cidade do litoral fluminense é a única no Brasil a ganhar um plano para o setor. Só que basta adentrar suas vielas para desvendar, por trás da sua belíssima arquitetura — que, inclusive, ajudou Paraty a ser declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO — contradições e desafios. No dia 16 de julho, a prefeitura interditou um lixão que funcionava em área protegida, e cujo chorume atingia o manguezal no Saco do Mamanguá. A iniciativa, no entanto, não foi acompanhada de projetos de remediação do local e de assistência aos catadores, que estão abandonados, assim como o lixo que continua a poluir a região.
Localizado na Área de Proteção Ambiental (APA) de Cairuçu na beira da BR 101, a menos de cinco quilômetros da entrada da cidade, o lixão vinha sendo alvo de críticas do Ministério Público Federal (MPF) desde 1997. Em maio deste ano, a Justiça deu parecer favorável à ação civil pública movida pelo órgão, a qual determinava a interrupção das atividades do local. Atualmente, a companhia Locanty coleta e encaminha os resíduos de Paraty para o aterro sanitário de Ariró, em Angra dos Reis, controlado pela própria empresa.
Continue lendo em O Globo
Arraia ‘voa’ para fora da água e surpreende banhistas em praia de Niterói; veja vídeo
20/08/2026
MPF dá 30 dias para Cabo Frio limpar Praia Rasa e conter lançamento de esgoto
20/08/2026
Dezenas de jacarés formam ‘muralha’ em praia que surgiu durante seca no Pantanal; VÍDEO
20/08/2026
Brasil tem a 1ª “Área de Patrimônio da Vida Selvagem” terrestre do mundo
20/08/2026
O que diferencia os incêndios florestais do Brasil e os da Europa
20/08/2026
Hesperaloe pode substituir madeira na produção de papel
20/08/2026
