
27/08/2026
Dizer que "faz calor no verão" não surpreende ninguém, mas o deste ano no Hemisfério Norte atingiu níveis extremos na Europa, o continente que se aquece mais rápido no mundo.
Confira cinco razões pelas quais este verão entrará para a história climática da Europa.
40°C pela primeira vez
Embora temperaturas de 40°C no verão tenham se tornado frequentes em algumas partes da Europa, em 2026 outras regiões ultrapassaram esse patamar pela primeira vez.
Regiões europeias (excluindo a Turquia) onde vivem 18 milhões de pessoas tiveram temperaturas de 40°C em 2026 pela primeira vez desde, pelo menos, o ano de 2000, segundo uma análise da AFP baseada nas temperaturas máximas diárias registradas até 15 de agosto pelo Observatório Europeu da Seca (EDO, na sigla em inglês) e em dados demográficos do Centro Comum de Pesquisa.
Entre as regiões que registraram essas temperaturas pela primeira vez estão áreas da Alemanha com uma população total de 9 milhões de habitantes, especificamente ao sul e a oeste de Berlim e nos arredores de Frankfurt.
O fenômeno também atingiu regiões da França onde vivem 4 milhões de pessoas, principalmente nos arredores de Estrasburgo e Metz, mas também na Bretanha e a oeste de Limoges.
35°C persistentes
Os picos de calor podem afetar duramente o organismo, mas temperaturas elevadas e persistentes também são extenuantes.
Durante um período de dois meses, de meados de junho a meados de agosto, as temperaturas ultrapassaram 35°C em mais de 55 dias em vários municípios da Espanha, como Lérida, no nordeste, e Córdoba e Granada, na região da Andaluzia, no sul, segundo dados do EDO.
Embora a Andaluzia já tenha registrado um calor tão persistente em anos recentes, sobretudo em 2025 e 2023, o fenômeno é inédito em Lérida, cidade localizada muito mais ao norte.
A estação meteorológica dessa cidade catalã registrou temperaturas superiores a 35°C todos os dias durante mais de um mês, de 15 de junho a 24 de julho, com exceção de 1º de julho, segundo dados da Agência Estatal de Meteorologia (Aemet) da Espanha.
Após uma breve trégua entre 25 e 27 de julho, as temperaturas voltaram a atingir ou superar esse patamar até 14 de agosto.
Da mesma forma, Nicósia, no Chipre, registrou mais de 55 dias com temperaturas máximas acima de 35°C.
Quando os termômetros chegam a 48,4°C
Muitos países da Europa Central, Oriental ou Setentrional bateram neste ano seus recordes históricos de temperatura: 37°C na Dinamarca; 42,2°C na Eslováquia; e máximas entre 40°C e 42°C na Alemanha, Áustria, República Tcheca e Polônia.
No entanto, a Itália provavelmente registrou a temperatura mais alta do verão, com 48,4°C em Orani, na Sardenha, em 19 de julho, segundo a agência regional de proteção ambiental Arpas.
A temperatura ficou apenas alguns décimos abaixo do recorde europeu de 48,8°C, registrado na Sicília em 2021.
Veja as outras duas razões terminando de ler esta reportagem na Folha de S. Paulo
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