UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Desafios ambientais marcam as obras no trecho da rodovia BR-493 entre Magé e Manilha, antes apelidado de ´estrada da morte´

21/05/2026

A duplicação do trecho de 20km da rodovia BR-493, entre Magé e Manilha, na Região Metropolitana do Rio, inclui um desafio extra: conciliar as obras de ampliação com um extenso planejamento ambiental, que envolve monitoramento de fauna, preservação de recursos hídricos, educação ambiental para moradores e trabalhadores, além do acompanhamento arqueológico permanente. A estrada — que em outros tempos já foi conhecida como a “rodovia da morte” — é vizinha da Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapi-Mirim.
A ideia é que a antiga alcunha fique para trás. Isso vale para a via em si, que por anos sofreu com abandono e acidentes recorrentes, e para o meio ambiente no entorno, onde coexistem espécies como capivaras, porcos-espinhos, jabutis, preguiças e pássaros. O terreno tem revelado ainda antigos vestígios de povos indígenas que habitaram a região.
Antes de qualquer máquina entrar em operação, equipes de biólogos, arqueólogos e técnicos ambientais percorrem a faixa da obra para mapear espécies, cursos d’água, áreas sensíveis e possíveis impactos.
Segundo Aline Rodrigues, supervisora de sustentabilidade da Ecovias Rio Minas — concessionária que administra, entre outras rodovias, o chamado Arco Metropolitano, do qual o trecho faz parte —, a execução depende de uma articulação constante entre engenharia e meio ambiente.
— É um planejamento complexo e integrado. A área de engenharia trabalha em conjunto com a área de meio ambiente desde o início. Existe um cronograma para que cada etapa da obra aconteça respeitando os estudos prévios, o licenciamento e os programas de monitoramento. Nada avança sem que antes se entenda o impacto e as formas de mitigá-lo — afirmou.
Uma das ações adotadas para reduzir os impactos é a implantação de passagens de fauna. Algumas serão subterrâneas, aproveitando estruturas sob pontes, enquanto outras poderão ser aéreas em trechos críticos. O objetivo é preservar a fauna e, ao mesmo tempo, aumentar a segurança viária.
Ao longo do traçado, o passado também emergiu do solo. A duplicação da rodovia atravessa uma região de ocupação indígena histórica, e o acompanhamento arqueológico é exigido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Durante escavações recentes, foram encontradas duas lâminas de machado de pedra, vértebras de peixe e lascas de quartzo, vestígios associados a antigos sambaquis — sítios arqueológicos formados por populações pré-coloniais que viviam em áreas costeiras.
Segundo os arqueólogos envolvidos, pelo menos seis sítios já foram identificados ao longo da via desde os primeiros estudos, iniciados há mais de uma década. Fragmentos de cerâmica, louça, vidro e materiais líticos são recolhidos e encaminhados para laboratórios, onde passam por curadoria antes de serem destinados a instituições credenciadas para guarda e pesquisa futura.
São cerca de 20 quilômetros em duplicação, com implantação de cinco novos viadutos em desnível, três passarelas para pedestres, melhorias de acessos e conexão ampliada ao Complexo de Boaventura, antigo Comperj.

Fonte: O Globo

Novidades

Projeto transforma crianças da Marambaia em guardiãs do manguezal por meio da música; conheça a iniciativa

13/07/2026

Entre o mar da Restinga da Marambaia e o manguezal de Guaratiba, a música tem servido, há 24 anos, c...

Turista faz registro raro de ´salto´ de tubarão em Ilhabela (SP)

13/07/2026

A auxiliar de coordenação escolar Brenda dos Santos, 24, conseguiu fazer um registro de um momento r...

Descoberta no Rio Grande do Sul revela réptil que antecedeu dinossauros e crocodilos

13/07/2026

Muito antes dos dinossauros dominarem os continentes e de surgirem os crocodilos modernos, seus ance...

Super El Niño: o que o Brasil pode fazer antes do clima cobrar a conta

13/07/2026

O El Niño voltou ao noticiário com um adjetivo que chama atenção: “super”. A expressão parece anunci...

Amazônia tem menor nível de alertas de desmatamento para o 1º semestre em uma década

13/07/2026

A Amazônia registrou no primeiro semestre de 2026 a menor área com sinais de desmatamento detectados...