
21/05/2026
O Brasil reúne alguns dos principais ativos estratégicos para liderar a economia da natureza: biodiversidade em escala continental, matriz energética limpa, relevância agroindustrial e um ecossistema em expansão voltado às Soluções Baseadas na Natureza (SbN). Apesar desse potencial, o mercado brasileiro ainda enfrenta desafios estruturais que limitam seu crescimento e dificultam a atração de investimentos em larga escala.
O setor ainda opera de forma fragmentada, linguagem pouco padronizada, métricas heterogêneas e instrumentos financeiros que nem sempre acompanham os ciclos da natureza e a realidade dos territórios. É o que revela o estudo “Estruturação do mercado de Soluções Baseadas na Natureza (SbN) no Brasil: mapa de segmentos, gargalos e alavancas”, lançado pela Climate Ventures na última terça-feira (19), durante a Brazil Climate Investment Week.
O levantamento destaca que ainda falta oordenação entre desenvolvedores de projetos, investidores, empresas, organizações do ecossistema e formuladores de políticas públicas. Esse cenário cria barreiras para escalabilidade, previsibilidade e financiamento de projetos ligados à conservação, restauração ambiental e bioeconomia.
A pesquisa analisou mais de 2.150 organizações e propôs uma nova leitura econômica do setor, organizando o mercado brasileiro de Soluções Baseadas na Natureza em dez segmentos estratégicos.
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