
19/05/2026
Timmy, a baleia jubarte que havia sido resgatada na Alemanha depois de permanecer encalhada por vários dias, foi encontrada morta perto de uma ilha dinamarquesa. A informação foi dada neste sábado (16) pela Agência de Proteção Ambiental da Dinamarca.
"Confirmamos que a baleia-jubarte encontrada perto de Anholt é a mesma que havia encalhado na Alemanha e que foi alvo de tentativas de resgate", declarou Jane Hansen, diretora da agência governamental, em um comunicado.
A baleia foi vista pela primeira vez presa em um banco de areia em 23 de março. Após várias tentativas frustradas, o animal foi transportado para o Mar do Norte em uma barcaça a partir da baía de Wismar, na costa báltica, e liberado em 2 de maio.
O cadáver do animal foi observado pela primeira vez na quinta-feira (14), diante da ilha dinamarquesa de Anholt, no Mar de Kattegat, entre a Suécia e a Dinamarca, mas as autoridades não conseguiram confirmar no momento se era a mesma baleia.
Um funcionário local da agência dinamarquesa conseguiu, então, "localizar e recuperar um dispositivo de monitoramento fixado no dorso da baleia.
A posição e o aspecto do aparelho confirmam que se trata do mesmo exemplar observado e atendido anteriormente em águas alemãs. Ela acrescentou que não existe, no momento, nenhum plano em curso pra tirar a carcaça da baleia do local, ou executar uma autópsia para investigar o motivo da morte.
"Não se considera que represente um problema na região", afirmou.
A Agência Dinamarquesa de Proteção Ambiental pediu ao público "que mantenha uma distância de segurança e não tente se aproximar do animal".
"Pode portar doenças transmissíveis aos seres humanos e também existe risco de explosão", detalhou.
Em março deste ano, a baleia jubarte foi encontrada encalhada na costa da Alemanha. Na época, especialistas explicaram que aquela não era a primeira vez que a baleia tinha encalhado longe do seu habitat, possivelmente indicando um problema de saúde.
Enquanto ficava cada vez mais fraca, um debate ético sobre até que ponto os humanos deveriam intervir para salvar um animal selvagem em sofrimento era feito, opondo ativistas e a comunidade científica.
Se de um lado ativistas e moradores da região se sensibilizavam com a situação de Timmy e defendiam seu resgate, parte da comunidade científica alertava que a baleia já estava fraca demais e deveria ser deixada para “morrer em paz” nas águas rasas do litoral.
Após protestos de ativistas na praia e uma cobertura midiática intensa — com jornais enviando alertas de celular para cada pequena mudança no quadro clínico —, o Ministro do Meio Ambiente do estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, na Alemanha, deu o aval para a operação de contornos dramáticos.
O resgate foi conduzido pela iniciativa privada. Dois empresários contrataram uma balsa para conduzir a baleia ao Mar do Norte.
"A questão era se devíamos deixá-la morrer ou tentar uma última cartada para devolvê-la ao Atlântico", resumiu um dos envolvidos no projeto.
Fonte: g1
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