
19/05/2026
O Rio de Janeiro ganhou uma supertrilha de 3.500 km que liga unidades de conservação e cartões-postais em todas as regiões do estado.
A “Volta ao Rio”, lançada no início do mês, conecta trilhas já consagradas, como a Transcarioca, que cruza a capital, a trechos de bicicleta e até de caiaque. Segundo os organizadores, cerca de 60% do caminho já está sinalizado, e esse processo está em andamento.
Não é necessário percorrer todo o trajeto de uma só vez. O percurso pode ser realizado em etapas, de acordo com a disponibilidade de cada pessoa, e em diferentes momentos do ano.
Também não há um “início” nem um “fim”: o mapa é cíclico, parecendo o símbolo do infinito (∞), e o trilheiro consegue partir de qualquer ponto.
Assim, é possível curtir as baixas temperaturas do Parque Nacional do Itatiaia e aproveitar o sol quente da Região dos Lagos. Também estão nos 3.500 km a Travessia Petrópolis-Teresópolis, pelo Parque Nacional da Serra dos Órgãos; um giro de remo pelo Rio Paraíba do Sul; e um passeio pelo Parque Nacional da Serra da Bocaina até Paraty.
“A Volta ao Rio é a junção de várias trilhas que hoje pertencem à Rede Brasileira de Trilhas — no final de uma começa a outra”, explicou Hugo de Castro Pereira, coordenador do projeto. “A gente entende que será a trilha mais importante do mundo.”
O percurso inclui ainda o Cristo Redentor, que fica no Parque Nacional da Tijuca, e o Pão de Açúcar, ícones mundialmente conhecidos. Ao todo, seriam 90 dias para ver tudo.
Embora não haja, nos 3.500 km, paredões de escalada, existem trechos na Volta que exigem preparo e técnica.
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