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Em Haia, estufas se transformam em supermercado urbano

26/02/2026

Na cidade de Haia, uma empresa holandesa de tecnologia agrícola teve a ideia de combinar uma operação de cultivo em estufa com um supermercado no mesmo espaço. A iniciativa é da LocalDutch, que aposta em um modelo capaz de aproximar produção e consumo de alimentos frescos nas cidades. Batizadas de Lojas Agrícolas Urbanas, essas unidades integram a produção de alimentos no local com a venda direta ao consumidor e a entrega local em um único ponto. A expectativa é de que esse sistema contribua para a redução dos custos de transporte e do desperdício de alimentos, dois desafios recorrentes das cadeias alimentares contemporâneas.
Segundo a empresa, o conceito é simples e escalável: produzir vegetais frescos durante todo o ano, vendê-los localmente e criar um ponto de encontro social em torno de alimentos cultivados na própria comunidade. A proposta combina tecnologia de estufas de origem holandesa com a lógica do comércio varejista de alimentos. O foco local ganha relevância em regiões dos Estados Unidos, do Caribe e da África, onde o acesso a produtos frescos ainda pode ser limitado e as cadeias de suprimentos frequentemente dependem de transportes de longa distância. Nesses contextos, a produção próxima ao consumidor surge como alternativa para aumentar a resiliência alimentar.
As lojas de produtos agrícolas urbanos gerariam receita por meio de vendas diretas no varejo, adesões a programas de Agricultura Apoiada pela Comunidade (SCA, na sigla em inglês) e parcerias de entrega de última milha (etapa final da logística, onde o produto sai do centro de distribuição ou hub e é entregue ao consumidor). O modelo permite flexibilidade para se adaptar a cada mercado local, mantendo, ao mesmo tempo, uma base operacional consistente.
“O que estamos trazendo para os Estados Unidos é tecnologia genuinamente holandesa, aplicada de uma forma eficaz e fácil de escalar”, disse Arne Spliet, cofundador da LocalDutch, em um comunicado à imprensa. “Em um setor onde especialistas qualificados em clima de estufa são escassos, nosso sistema automatiza grande parte desse trabalho. Isso ajuda a garantir uma produção local consistentemente bem-sucedida — e é exatamente disso que muitas comunidades ao redor do mundo precisam urgentemente.” Para quem se pergunta por que esse modelo não foi adotado antes, a LocalDutch aponta uma das principais barreiras das estufas de alto desempenho: a especialização. Manter um clima estável e ideal exige conhecimento técnico específico — e esses profissionais são escassos, o que historicamente limitou a expansão desse tipo de solução.

Fonte: CicloVivo

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