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Redes de pesca viram blocos modulares de alta resistência

13/01/2026

A produção de materiais como concreto e tijolos cerâmicos é altamente intensiva energeticamente. Um estudo do PNUMA, de 2025, aponta que o setor de construção civil consome 32% da energia global e contribui para 34% das emissões globais de CO₂. Ao mesmo tempo, crescem as alternativas para descarbonizar edifícios. Uma possível opção a ser adotada foi desenvolvida na Coreia do Sul: um bloco de construção ecológico feito a partir de resíduos plásticos reciclados.
Redes de pesca antigas, bóias e lonas agrícolas são exemplos de plásticos reaproveitados para a fabricação do novo bloco. São plásticos de baixa qualidade e costumeiramente de baixa reciclabilidade, trazendo assim uma alternativa de reuso para materiais como PVC usados na agricultura, por exemplo, que são difíceis de reciclar, uma vez que estão contaminados com solo, sal, matéria orgânica ou resíduos químicos.
O processo em geral para a fabricação do novo bloco envolve reciclar materiais difíceis de separar e limpar, transformando-os em componentes de engenharia civil altamente funcionais por meio de extrusão e moldagem, sem danificar a estrutura polimérica existente.
Basicamente, em vez de limpar, separar e decompor os plásticos em polímeros brutos, os resíduos plásticos mistos são fundidos diretamente em blocos utilizáveis ​​para preservar a resistência e a flexibilidade dos materiais. Isso evita os custos e as emissões associados à reciclagem tradicional.
A tecnologia empregada garante, desta forma, a possibilidade de substituição de blocos de concreto para muros de contenção. Comparado aos produtos existentes no mercado, o bloco de plástico reciclado em questão apresenta resistência à tração 10 vezes maior e reduz as emissões de carbono em mais de 20% durante a construção, segundo a fabricante WES-Tec Global. O bloco foi desenvolvido em conjunto com a organização sem fins lucrativos Korea Low Impact Development Association (Associação Coreana para o Desenvolvimento de Baixo Impacto).
Enquanto os aspectos ecológicos não são óbvios à primeira vista, o design dos blocos de construção ecológicos não passa despercebido. Em formato de cruz e com um centro oco, o bloco coreano apelidado de “Eco-C Cube” possui uma estrutura de encaixe que permite aplicações flexíveis, adaptando-se ao ambiente e ao local da construção.
Como peças modulares em formato de cubo, é possível encaixá-los e uni-los em três dimensões. Tal flexibilidade foi um dos aspectos reconhecidos pelo Edison Awards 2025, nos EUA, onde o produto ganhou a medalha de prata. O prêmio foi concedido na categoria “Solução Avançada de Infraestrutura de Engenharia”.
“Estamos muito orgulhosos de que a Westec Global tenha comprovado a excelência da tecnologia coreana no cenário mundial”, disse Choi Kyung-young, presidente da Associação Coreana para o Desenvolvimento de Baixo Impacto, na época. “Esperamos que essa conquista se torne um ponto de virada que acelere a expansão internacional da indústria nacional de tecnologia climática.”
Já Choi A-yeon, CEO da Westec Global, afirmou que o “Eco-C Cube é uma tecnologia capaz de responder simultaneamente à crise climática, promover a circulação de recursos e alcançar a neutralidade de carbono”.
A Westec Global planeja aplicar ativamente sua tecnologia em cidades costeiras, áreas propensas a inundações e áreas sujeitas a deslizamentos de terra em todo o mundo no futuro, buscando simultaneamente a padronização internacional da infraestrutura. Além da resiliência climática, o novo produto pode oferecer soluções para construções mais rápidas, econômicas e com menor pegada de carbono.
Enquanto esse futuro não chega, a tecnologia blocos de construção ecológicos é apresentada na CES 2026 em Las Vegas, a maior feira de tecnologia e eletrônica de consumo do mundo. A exibição reflete um desejo do CEO da Westec Global explícito ao ganhar o Edison Awards. “Espero que este prêmio leve a uma difusão tecnológica mais ativa e à colaboração no mercado global”, afirmou.

Fonte: CicloVivo

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