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Terremoto no Japão expõe força do Círculo de Fogo do Pacífico; região é uma das mais instáveis do planeta

11/12/2025

O terremoto de magnitude 7,6 que atingiu o norte do Japão nesta segunda-feira (8) — e levou o governo a emitir alertas de tsunami para regiões como Hokkaido, Aomori e Iwate — aconteceu em uma das áreas mais instáveis do planeta: o Círculo de Fogo do Pacífico, um cinturão geológico responsável por cerca de 90% dos terremotos registrados no mundo.
A região também já esteve por trás de outros grandes tremores recentes, como o abalo de magnitude 8,8 que atingiu a Rússia em 2025 e formou um tsunami que avançou sobre o Japão e o Havaí. A lógica por trás desses eventos é sempre a mesma: o movimento intenso das placas tectônicas que contornam o Pacífico.
O Círculo de Fogo do Pacífico é uma faixa de 40 mil quilômetros, em formato de ferradura, que circunda praticamente todo o oceano Pacífico. Ele passa por: Japão, Rússia, Estados Unidos e Canadá, México e América Central, Sudeste Asiático, Nova Zelândia e Oceania.
A região é marcada por forte atividade sísmica e vulcânica. Estima-se que existam pelo menos 450 vulcões ativos ao longo da faixa — muitos deles entre os mais monitorados do mundo —, além de uma frequência muito alta de tremores: em média, um abalo é registrado a cada cinco minutos dentro do Círculo.
Por isso, terremotos de grande magnitude não são considerados raros nessa área.
Segundo a Agência Americana Oceânica e Atmosférica (NOAA), o Círculo de Fogo é resultado do encontro de diversas placas tectônicas. No limite onde essas placas se tocam, ocorrem três tipos de movimentos:

* Afastamento, que abre espaço e gera atividade geológica.
* Atrito, que libera energia em forma de abalos.
* Subducção, quando uma placa desliza sob a outra.

É justamente a subducção que explica muitos dos grandes terremotos e tsunamis do Pacífico. Ao ser empurrada para baixo, a placa afunda em direção ao interior da Terra, pressiona o magma e cria instabilidade suficiente para provocar vulcões e tremores de alta magnitude.
O Japão está exatamente sobre um desses limites — por isso, registra um terremoto pelo menos a cada cinco minutos, segundo autoridades locais.

Termine de ler esta reportagem clicando no g1

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