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Patinetes elétricos entram na rota por cidades de baixo carbono

02/12/2025

Após o acontecimento da COP30, que colocou novamente em pauta os compromissos globais de redução das emissões de gases de efeito estufa, cresceu o debate sobre como as grandes cidades podem contribuir de forma concreta para a descarbonização. Entre as soluções que vêm ganhando espaço, muito se discute sobre a micromobilidade urbana e como ela pode se revelar uma alternativa eficiente e sustentável para os deslocamentos nas metrópoles, por exemplo através dos patinetes elétricos.
Um estudo sobre micromobilidade (Impacts of E-Micromobility on the Sustainability of Urban Transportation—A Systematic Review) evidenciou que, para deslocamentos de 5 a 8 km, soluções elétricas podem diminuir a demanda de energia em cerca 50% em comparação aos modos motorizados convencionais. A fim de se adaptar a essa demanda sustentável, driblar o trânsito e promover qualidade de vida, novas alternativas de mobilidade vêm se destacando de forma expressiva Brasil afora.
Desde o início de suas operações, a Whoosh – marca das patinetes elétricas amarelas – já evitou a emissão de mais de 4 mil toneladas de CO₂ em todo o mundo, resultado direto do uso dos modais em substituição a veículos movidos a combustão. No Brasil, a companhia poupou cerca de 830 toneladas de CO₂. Além disso, estima-se que o uso regular dos patinetes contribua, a cada ano, para a retirada de mais de 180 carros das ruas, aliviando o trânsito e reduzindo a poluição atmosférica.
Cadu Souza, diretor de operações da Whoosh no Brasil, destaca o impacto positivo da mudança de hábito dos usuários. “Os patinetes elétricos oferecem uma solução prática, sustentável e acessível para quem busca um estilo de vida mais leve e saudável dentro da rotina do dia a dia. Cada viagem feita representa um carro a menos nas ruas e, consequentemente, menos motor emitindo CO₂. Quando temos uma visão ampla deste cenário, nota-se que a diferença no impacto ambiental e no estilo de vida das pessoas que transitam pelas capitais é enorme”, afirmou o executivo.
Ainda segundo Souza, inovação e sustentabilidade caminham lado a lado, e não se pode mais falar em novas soluções tecnológicas sem garantir que o desenvolvimento sustentável seja colocado em primeiro lugar. “O objetivo é garantir que o impacto positivo seja maximizado para todos: tanto para quem utiliza os veículos, quanto para o meio ambiente”, disse ele.
Os patinetes da marca são equipados com o seu próprio módulo Whoosh IoT (Internet of Things), que permite controlar totalmente o estado e as condições do veículo, incluindo bloqueio de velocidade e monitoramento de rotas. Os dados recebidos dos equipamentos permitem a criação de relatórios analíticos sobre micromobilidade, que podem ser de informação muito útil para as autoridades urbanas responsáveis pelo planejamento e desenvolvimento de políticas ambientais das cidades.

Fonte: CicloVivo

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