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Você sabe para onde vai o seu esgoto?

02/12/2025

Quando você aciona a descarga ou abre o ralo da pia, raramente imagina o destino daquela água. Mas, esse caminho é determinante para a saúde pública e para a preservação ambiental do local onde vivemos. No Brasil, mais de 90 milhões de pessoas ainda não têm acesso à coleta de esgoto, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). Tal problema amplia riscos de doenças, contamina rios e compromete o abastecimento de água potável. É nesse contexto que as Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) assumem papel fundamental para o equilíbrio ambiental e a qualidade de vida.
Apesar da cobertura ainda ser insuficiente para atender toda a população brasileira, as ETEs são estruturas essenciais. “Ao tratar os dejetos, evitamos que contaminem o solo e os cursos d’água e, em muitos casos, conseguimos devolver essa água para usos produtivos, como irrigação de algumas culturas agrícolas e outras finalidades em que a potabilidade não é um critério requerido. Isso significa preservar recursos hídricos e proteger a saúde coletiva”, explica Sibylle Muller, CEO da NeoAcqua.

As ETEs recebem e tratam os resíduos de residências, comércios e indústrias em etapas que incluem:

* Remoção de sólidos
* Degradação biológica da matéria orgânica
* Desinfecção da água antes de retornar ao meio ambiente

Além disso, o lodo resultante pode ser reaproveitado em atividades agrícolas, promovendo economia circular e reduzindo o impacto ambiental.
O esgoto não tratado está entre os principais vetores de doenças de transmissão hídrica, como diarreia, hepatite A, cólera e parasitoses. Por isso, investir em saneamento é investir diretamente em saúde pública.
“Cada litro de esgoto tratado é um litro a menos de possibilidade de contaminação nos rios e nas comunidades. Investir em saneamento é investir diretamente em saúde pública, em qualidade de vida para todos e desenvolvimento do País”, reforça a CEO da NeoAcqua.

Sem tratamento adequado, os resíduos:

* Comprometem ecossistemas aquáticos
* Reduzem a disponibilidade de água limpa para consumo
* Aumentam atendimentos médicos, especialmente no sistema público
* Geram mortalidade de peixes e desequilíbrios ecológicos
* Aceleram a degradação da biodiversidade

Já o tratamento eficiente diminui a carga de poluentes e protege os recursos hídricos naturais.
Os prazos finais do Marco Legal do Saneamento estão se aproximando. Apesar dos avanços alcançados até agora, o desafio do Brasil ainda é enorme e passa pela universalização da cobertura de coleta e tratamento de esgoto para toda a população. É necessário o incentivo e o investimento urgente em projetos e na construção de redes de coleta e de Estações de Tratamento de Esgoto eficientes.

A reportagem na íntegra pode ser lida no CicloVivo

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