
27/11/2025
Uma expedição científica em Sumatra, na Indonésia, terminou de forma comovente após pesquisadores encontrarem um exemplar raríssimo da Rafflesia hasseltii, uma flor gigante e parasita difícil de ser localizada. Até hoje, a maior parte do material disponível sobre a espécie vinha de ilustrações do século 19.
O biólogo local Septian “Deki” Andrikithat, que buscava a planta havia 13 anos, caiu de joelhos e chorou ao vê-la. Um vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira mostra a reação.
"Ele buscava esta flor há 13 anos", contou o botânico britânico Chris Thorogood, professor associado da Universidade de Oxford e responsável pelas imagens do momento.
Segundo Thorogood, a espécie é tão difícil de ser avistada que “já foi vista mais vezes por tigres do que por humanos”.
"Ela cresce dentro da mata, à noite, e nos exigiu dois dias de caminhada dia e noite só para encontrá-la. Poucas pessoas já viram essa flor, e nós a vimos desabrochar à noite. Foi mágico", disse o pesquisador em publicações no X.
Thorogood descreveu a experiência em silêncio diante da planta como “algo de outro planeta”. A raridade se explica pelo ciclo da Rafflesia hasseltii: o botão leva até nove meses para se desenvolver e permanece aberto apenas por alguns dias.
A flor, que tem o tamanho aproximado de uma melancia, abriu lentamente suas pétalas ao longo da noite, permitindo aos cientistas registrar o desabrochar pela primeira vez. Totalmente parasita, a espécie vive dentro de cipós tropicais e emerge apenas para florescer — período que dura cerca de uma semana.
Além da aparência incomum, a planta exala um odor semelhante ao de carne em decomposição, estratégia que atrai moscas para sua polinização. O cheiro, porém, é menos intenso do que o de outras espécies do gênero, como a Rafflesia arnoldii, a maior do mundo, conhecida como “flor-cadáver”.
Fonte: O Globo
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