UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Demanda por refrigeração de ambientes deve triplicar até 2050, diz ONU

13/11/2025

Com um planeta cada vez mais quente, a demanda por refrigeração de ambientes deve triplicar até 2050, levando ao dobro de emissões de gases-estufa relacionadas à operação dos aparelhos.
Os dados são do Global Cooling Watch 2025, novo relatório do Pnuma, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, divulgado nesta terça-feira (11), durante a COP30 em Belém.
O documento indica que o aumento da população e dos extremos de calor fará com que mais famílias de baixa renda tenham acesso a sistemas de refrigeração mais poluentes e ineficientes. A projeção é de que as emissões causadas pelos aparelhos serão de 7,2 bilhões de toneladas de carbono (CO2e) em 2050, mais do que o dobro do registrado em 2022.
A ONU aponta que há caminhos para evitar esse cenário, com o uso de equipamentos mais eficientes e combinando ventiladores com aparelhos de ar condicionado. Se isso for feito, a estimativa será de 64% menos emissões do setor na metade do século, o que evitaria US$ 43 trilhões em gastos com energia e infraestrutura e protegeria 3 bilhões de pessoas.
Caso haja uma descarbonização rápida do setor de energia, a poluição seria 97% menor.
Inger Andersen, diretora-executiva do Pnuma, defende que o acesso ao resfriamento seja tratado como uma infraestrutura essencial, assim como água e saneamento, diante de ondas de calor mais frequentes e extremas.
"Mas não podemos resolver a crise do calor apenas com ar-condicionado, o que aumentaria as emissões de gases de efeito estufa, elevaria os custos e aumentaria as substâncias que danificam a camada de ozônio", disse. Outra preocupação é com o aumento do uso de energia, que pode causar apagões.
Mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo sofrem com falta de refrigeração adequada, segundo o Pnuma, número que também deve triplicar até 2050. A vulnerabilidade é maior nos grupos de baixa renda e com maior risco, como mulheres, pequenos fazendeiros e idosos, de acordo com o relatório.
Andersen afirma que soluções com alta eficiência energética e baseadas na natureza podem ajudar a atender à demanda crescente e proteger as pessoas enquanto o mundo trabalha para conter as temperaturas.

Veja algumas sugestões do relatório na Folha de S. Paulo

Novidades

Corte de árvores: após reunião, moradores e políticos dizem que prefeito prometeu rever compensação ambiental e negar novas licenças a empreendedores em débito com ações de replantio

28/05/2026

Em meio a uma série de protestos contra intervenções urbanísticas em diferentes regiões do Rio, o pr...

Como é o gato-do-mato-pequeno, menor felino selvagem do Brasil registrado no Rio

28/05/2026

Pequeno, de pelagem amarelada coberta por manchas pretas e com aparência semelhante à de um gato dom...

Restauração da Mata Atlântica vira oportunidade econômica

28/05/2026

No ano em que registra o menor desmatamento em quatro décadas, a Mata Atlântica chega ao seu dia nac...

Peixes em MG acumulam microplásticos há mais de 20 anos

28/05/2026

Peixes da bacia do Rio das Velhas, um dos principais afluentes do Rio São Francisco, acumulam microp...

Operação resgata 69 ararinhas-azuis de criadouro no sertão baiano para isolá-las de vírus

28/05/2026

Uma operação conjunta entre o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e a P...