UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Petrobras pode reduzir dependência do petróleo e se tornar potência em energia limpa, mostram estudos

18/09/2025

A Petrobras pode deixar de depender quase que exclusivamente do petróleo e se consolidar como uma potência em energia limpa, indicam dois estudos divulgados nesta terça-feira (16) por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pelo Observatório do Clima (OC).
Para isso, a estatal precisará diversificar seu portfólio, investir em novas tecnologias e assumir de forma mais clara o papel de agente da transição energética no país, defendem as análises.
Atualmente, a estratégia da empresa ainda está fortemente centrada no petróleo.
Segundo o OC, seu plano de negócios até 2029 prevê investimentos de US$ 111 bilhões, dos quais apenas US$ 9,1 bilhões, menos de 10%, são destinados a iniciativas de baixo carbono, como biocombustíveis, hidrogênio e energias renováveis. O restante está concentrado em exploração e produção de óleo - a Petrobras contesta esse valor.
Por isso, os relatórios alertam que essa aposta pode se tornar um problema junto com a busca por novas fronteiras de exploração, como na Foz do Amazonas e na Bacia de Pelotas (RS).
Segundo os pesquisadores, há grande chance de que esses projetos se tornem “ativos encalhados”, ou seja, áreas de exploração que não terão retorno financeiro diante da redução do consumo e da pressão internacional por cortes nas emissões.
"Ainda vamos conviver por bastante tempo com a necessidade de explorar petróleo. Trata-se de um recurso esgotável, de preço volátil, e, para garantir autossuficiência e manutenção das reservas, a exploração continuará sendo necessária", explicou em uma coletiva de imprensa o professor do Instituto de Economia da UFRJ, Helder Queiroz, que coordenou um dos estudos.
"Ao mesmo tempo, como o estudo aponta, é preciso colocar mais atenção no lado da demanda. O dilema está em como lidar com os diferentes derivados e suas possibilidades de substituição, assim como nas políticas que permitam reduzir progressivamente cada um deles", acrescentou o pesquisador.
Na avaliação de Queiroz, contudo, a fragmentação crescente da geopolítica torna os desafios dessa transição energética ainda maiores.
Isso porque, segundo ele, as petroleiras têm demonstrado hesitação, e até mesmo recuo, na diversificação de seus portfólios.
A Shell, por exemplo, cancelou em março de 2025 seus projetos de energia solar e eólica onshore no Brasil, alegando baixa rentabilidade.
Globalmente, também suspendeu novos projetos de eólica offshore e reduziu investimentos em hidrogênio.
Já a BP interrompeu 18 projetos de hidrogênio verde, vendeu ativos de eólicas onshore nos Estados Unidos e abandonou um megaprojeto de hidrogênio de US$ 36 bilhões na Austrália.

A matéria na íntegra pode ser lida no g1

Novidades

Paris amplia ruas para pedestres e aposta em cidade mais verde

01/06/2026

Moradores de Paris aprovaram, em referendo realizado no dia 23 de março, a criação de mais 500 ruas ...

Muros e foguetes pressionam refúgios naturais na fronteira mexicana do Texas

01/06/2026

Para chegar ao Santuário Sabal Palm, um parque no sul do Texas famoso pelas aves silvestres, é preci...

Por que a Europa aquece mais rápido que a média global

01/06/2026

Grande parte da Europa Ocidental enfrenta uma intensa onda de calor nesta primavera, com temperatura...

Onda de calor atinge nível crítico em França, Itália e Portugal; ONU fala de ´recado brutal´ do aquecimento global

01/06/2026

A onda de calor que assola a Europa desde o fim de semana ganhou um personagem de peso, nesta quinta...

Corte de árvores: após reunião, moradores e políticos dizem que prefeito prometeu rever compensação ambiental e negar novas licenças a empreendedores em débito com ações de replantio

28/05/2026

Em meio a uma série de protestos contra intervenções urbanísticas em diferentes regiões do Rio, o pr...