
12/07/2012
A tecnologia para previsão do tempo pode, também, ser usada na observação de aerossóis - liberados por queimadas e indústrias e que, além de contribuírem para a formação de tempestades, causam danos à saúde pública. A proposta será levada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) ao Programa Europeu de Cooperação em Ciência e Tecnologia (Cost, na sigla em inglês), que reúne instituições de pesquisa de países daquele continente.
O modelo brasileiro, criado pelo Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Inpe, é o primeiro do Hemisfério Sul a ser convidado para o Cost, que também convida com grupos dos Estados Unidos e Israel. Apesar da amplitude dos estudos conduzidos no órgão europeu, os aerossóis permanecem pouco analisados por seus pesquisadores.
"São produtos ainda muito relacionados às grandes queimadas, um problema mais presente nas florestas da América do Sul e da África do que nos países desenvolvidos", avalia Saulo Freitas, coordenador do Grupo de Modelagem da Atmosfera e Interfaces, autor do modelo que o Inpe apresentará na Europa. "Os aerossóis são partículas em suspensão que, uma vez liberadas, servem como semente para formação de nuvens. Quanto maior for o desmatamento no campo ou a emissão de gases-estufa numa cidade, maior, portanto, a possibilidade de tempestades".
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