
11/07/2012
Um manifesto assinado em 09/07 na Austrália por 2,5 mil cientistas, sendo que pelo menos 60 ligados a universidades brasileiras, pede medidas urgentes para enfrentar os danos causados aos corais do planeta pelo aumento da temperatura do mar, acidificação dos oceanos, sobrepesca e poluição. O documento marca a abertura do 12º Simpósio Internacional sobre Recifes de Coral, que está sendo realizado até 13/07 em Cairns, Queensland. O evento contará com a participação de especialistas de 80 países, entre eles Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Espanha e Portugal.
A "Declaração de Consenso sobre Mudança do Clima e Recifes de Coral" ressalta que é fundamental reduzir as emissões de dióxido de carbono e outros gases-estufa, assim como é necessário proteger melhor os recifes de coral. Os especialistas listam problemas que já são observados, entre eles a degradação de 25% a 30% dos recifes de coral do mundo, aquecimento de 0,7 grau dos oceanos (causando em branqueamento sem procedentes de corais), acidez elevada e aumento do nível do mar de, em média, 18 centímetros.
Até o final do século, se as taxas de emissões de CO2 se mantiverem, é esperado um aumento de temperatura de pelo menos 2 graus. O nível do mar deverá se elevar em quase dois metros e a acidez será ainda mais intensa. Esta combinação de fatores não ocorre desde a chamada crise dos recifes, há 55 milhões de anos.
Entre os locais mais ameaçados, destaque para a Grande Barreira de Coral da Austrália, formada por mais de três mil pequenos arrecifes e 900 atóis no Pacífico. De acordo com a Unesco, o local pode ser retirado da lista de Patrimônio da Humanidade porque o estado de Queensland pretende extrair combustíveis fósseis daquele subsolo. Além disso, o turismo ameaça o ecossistema local.
Fonte Jornal da Ciência
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