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Pescadores denunciam vazamento de óleo no Rio Sarapuí, em Duque de Caxias

17/06/2025

Uma grande mancha de óleo apareceu, nesta sexta-feira, no Rio Sarapuí, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O vazamento pode ser observado no curso d´água, nas proximidades da Rodovia Washington Luís. Técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), da prefeitura de Duque de Caxias e representantes do Plano de Área da Baía de Guanabara deram início à mobilização dos recursos de contenção e recolhimento do resíduo. Segundo o Inea, amostras da água da região afetada foram coletadas e o local continua sendo monitorado.
Segundo o órgão ambiental, os resultados das análises sairão na próxima semana. Por enquanto, não há conclusões sobre a origem da mancha.
O vazamento foi visto na manhã de sexta-feira. Por volta das 8h, a mancha atingia uma área de quase um quilômetro. Pescadores da região relataram cheiro muito forte no rio.
— O negócio está feio aqui. Mesmo com a barreira de contenção que instalaram, está vazando. Estamos procurando o Ministério Público, a Defesa Civil para ajudar. A pesca está parada há anos, por conta de chorume, rejeito químico da Reduc. É mais um poluente. A gente não tem como virar as costas pra isso. Quem jogou achando que não ia ter consequências, se enganou. Queremos saber quem foi e cobrar a devida punição. Não pode — afirma um pescador que falou anonimamente com O GLOBO.
Em vídeos divulgados nas redes sociais, outro pescador filmou a região e mostrou o tamanho do estrago. "O rio está tomado de óleo diesel, jogando tudo para cima do Sarapuí. Quando a água descer, vai poluir toda a Baía de Guanabara. O maior prejudicado somos nós, a gente quer pescar, tirar um caranguejo, as aves tudo morrendo. Está subindo o rio ainda, a maré está enchendo. A hora que essa maré vazar, esse óleo vai todo descer para a Baía", narrou.
O Rio Sarapuí corta cinco municípios da Baixada Fluminense — Nilópolis, Mesquita, São João de Meriti, Belford Roxo e Duque de Caxias — e, de acordo com o Movimento Baía Viva, sofre constantemente com o despejo de chorume, lixo doméstico e outros resíduos. Além do impacto na pesca, o vazamento pode comprometer a qualidade das águas da Baía de Guanabara, já que deságua no rio Iguaçu, que, por sua vez, desemboca na Baía.
No início deste mês, a bacia do rio Iguaçu/Sarapuí foi alvo de uma vistoria do Grupo de Apoio Técnico Especializado (GATE/MPRJ) para analisar a contaminação por chorume, e verificar o nível de contaminação em determinados pontos dos corpos hídricos da bacia, no município de Duque de Caxias. A região ainda recebe milhares de litros da substância tóxica que vaza de antigos lixões desativados, como o de Gramacho.

Fonte: O Globo

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