
03/07/2012
Deparar-se com rios poluídos, praticamente mortos, como o Sarapuí ou o Queimados, pode levar os moradores do estado a imaginar que não é possível vê-los, um dia, reabilitados. Mas mundo afora, e também no Brasil, há exemplos de águas doces recuperadas. No Paraná, Nelton Friedrich, diretor de coordenação e meio ambiente de Itaipu Binacional, destaca que o programa “Cultivando água boa” recuperou 130 microbacias hidrográficas do Rio Paraná em 29 municípios próximos à hidrelétrica, numa região em que vivem um milhão de pessoas.
Por meio de parcerias entre a usina e instituições públicas e privadas, além de entidades sociais e ambientais, foram implementadas ações como a recuperação de nascentes, a readequação de estradas visando à preservação dos corpos hídricos, o replantio de 1.230 quilômetros de matas ciliares, o estímulo ao plantio adequado na agricultura e a ampliação da rede coletora de esgoto.
— Cada município passou a ter um comitê gestor no programa. E, com as medidas, a qualidade da água melhorou. Um trabalho que seria impossível sem o envolvimento das comunidades. Investimos muito na educação ambiental. E o retorno foi enorme — diz Friedrich.
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