
27/05/2025
As margens da Lagoa de Piratininga, em Niterói, no Rio de Janeiro, estão ganhando cor e sabor. Mais de cinco mil mudas de árvores frutíferas serão plantadas no local, que abriga o Parque Orla de Piratininga. De acordo com a prefeitura, será o maior pomar urbano do Brasil.
A disponibilidade de espécies comestíveis em áreas urbanas é cada vez mais rara. Mesmo as famílias com casas com quintais têm concretado as áreas, trocado a possibilidade de comer a fruta do pé por espaços sem vida. Neste sentido, a iniciativa que está se desenrolando em Niterói vai na contramão.
Nos últimos meses já foram plantadas 900 mudas de árvores frutíferas e nativas. Araçás, pitangas, uvaias, cajus, grumixamas, jerivás e cabeludinha estão entre as espécies que estão sendo plantadas. A área de plantio vai se estender ao longo de 11 quilômetros, sendo o maior em extensão territorial dentro de uma área urbana.
O plantio integra o projeto “Fruta no Pé”, que visa estimular o contato com a natureza na cidade e ainda exaltar os sabores da infância. Para os mais novos, o projeto deve ainda estimular a curiosidade pelas espécies nativas. Afinal, apesar da importância de uma alimentação biodiversa, poucas frutas estão disponíveis nos hortifrutis e mercados de bairro, o que limita o consumo. Ali, o espaço público estará aberto para quem quiser colher.
Localizado em Niterói, região metropolitana do Rio, o Parque Orla de Piratininga foi criado para, entre outros fins, melhorar a qualidade da água da Lagoa de Piratininga. Para tanto, foram inseridas plantas que filtram as impurezas da águas pluviais e das três principais bacias hidrográficas que desaguam no local.
A criação do pomar de frutas nativas também integra as ações de revitalização do local, uma vez que espécies exóticas invasoras estão sendo substituídas. “Percebemos que não havia uma vegetação agregada a essa área do parque, apenas vegetação nativa de borda de lagoa. Por isso, ‘bolamos’ esse pomar do Parque Orla de Piratininga. Ele vai resgatar para essa área espécies frutíferas de Mata Atlântica, uma quantidade de vegetação significativa no local”, explica o diretor de arborização da Seconser (Secretaria de Conservação e Serviços Públicos), o biólogo Alexandre Moraes.
Moraes detalha que toda a parte triturada das destocas de raízes da cidade estão sendo utilizadas como adubação orgânica do pomar e tudo está sendo feito em adequação ao mobiliário público para que as pessoas possam visitar. A área vai se somar a outros pomares urbanos da cidade, como em Charitas, Jurujuba e São Francisco – que serviram de projeto piloto.
“O Parque Orla Piratininga é um projeto ambiental incrível. Agrega meio ambiente e gestão pública em uma simbiose perfeita num contexto ambiental. Com esse pomar urbano, Niterói sai na frente e vamos em muito pouco tempo estar colhendo fruta no pé e curtindo esse espaço lindo”, conclui o biólogo.
Fonte: CicloVivo
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