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Prejuízos das cidades com desastres climáticos ultrapassa os R$ 700 bilhões em 12 anos

15/05/2025

A seca, a estiagem e o excesso de chuvas no país, reflexos da emergência climática, são cada vez mais intensos no Brasil. Potencializados ano a ano nos desastres ocorridos por estas condições já causaram R$ 732,2 bilhões de prejuízos às cidades brasileiras em 12 anos.
O levantamento é da Confederação Nacional dos Municípios e foi obtido com exclusividade pela GloboNews.
Os dados levam em consideração os desastres registrados de 2013 a 2024.
Só em 2024, as tragédias climáticas causaram um impacto negativo de R$ 92,6 bilhões.

De 2013 a 2024, 95% dos municípios do país já foram atingidos ao menos uma vez por algum tipo de desastre. Isso significa que 5.279 cidades foram afetadas por uma tragédia natural, resultando em 70.361 registros de decretação de Situação de Emergência (SE) ou Estado de Calamidade Pública (ECP).

Os dados foram obtidos por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (S2ID/MIDR).
O levantamento destaca, ainda, que, entre janeiro de 2013 e dezembro de 2024, os desastres impactaram mais de 473,2 milhões de pessoas em todo o território nacional.
No período analisado, mais de 5 milhões de pessoas ficaram desalojadas, mais de 1 milhão desabrigadas e quase 3 mil pessoas morreram.
Os prejuízos que atingem setores público e privado, instalações de saúde e educação, habitações e o agronegócio, estão aumentando ano a ano.
De 2013 a 2024, os valores referentes aos gastos dos municípios aumentaram quase 1.000%.
A agricultura responde por quase metade dos prejuízos causados pelos desastres ao longo dos 12 anos, somando um impacto de R$ 325,6 bilhões (44,5% do total).
O estudo ainda analisa os impactos na pecuária (R$ 94,4 bilhões); instalações públicas de saúde (R$ 86 bilhões); abastecimento de água potável (R$ 61,2 bilhões); habitação (R$ 43,4 bilhões); obras de infraestrutura (R$ 42,4 bilhões); sistema de transportes (R$ 23,3 bilhões); comércios locais (R$ 21,8 bilhões); e indústria (R$ 9,5 bilhões).
Entre 2013 e 2014, a “seca e a estiagem” lideram o número de decretações de emergência ou calamidade, com 27,9 mil registros, seguidas pelo “excesso de chuvas”, com 20,4 mil.
Somadas, as duas categorias totalizam 48,4 mil decretos, o que corresponde a 68,9% do total de 70.361 decretações registradas no país nos últimos 12 anos.
A maior parte dessas decretações de “seca e estiagem” ocorreu na região Nordeste, os nove Estados nordestinos somam 20,4 mil casos, com destaque para Paraíba (4.508 decretos), Bahia (4.016), Rio Grande do Norte (3.095), Pernambuco (2.741) e Ceará (2.412).
Historicamente a seca é mais associada ao semiárido nordestino, mas é possível observa um aumento de casos na região Norte nos últimos anos.
Esse crescimento está relacionado à intensificação de eventos extremos, como o El Niño de 2023/2024, que provocou uma das maiores estiagens já registradas na região.
Já os decretos relacionados a chuvas extremas, a CNM constata que a região Sul foi a mais afetada pelo excesso de chuvas na série histórica analisada, com 70.361 casos (12,3% do total nacional).

A matéria completa pode ser lida no g1

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