
03/04/2025
À beira de uma floresta no leste da Alemanha, um balão contém uma tecnologia de ponta para impedir os incêndios florestais, cada vez mais frequentes e destrutivos, mesmo em países setentrionais, devido ao aumento global das temperaturas.
O balão, coberto por painéis solares, abriga um drone equipado com inteligência artificial que, segundo seu criador, um dia será capaz de detectar e apagar incêndios florestais em poucos minutos.
"Os incêndios se propagam muito mais rápido e de maneira mais agressiva do que no passado. Isso significa também que devemos reagir com mais rapidez", afirmou à AFP Carsten Brinkschulte, diretor da empresa alemã Dryad, durante uma demonstração em Brandemburgo, a região que circunda Berlim.
Até mesmo a capital alemã teve que se acostumar com a propagação dos incêndios florestais, onde antes eram raros.
As chamas devastaram uma floresta a oeste de Berlim em 2022, durante uma forte onda de calor excepcional responsável por vários incêndios no país.
Calor, seca e ventos violentos, os ingredientes clássicos dos incêndios, intensificaram-se com as mudanças climáticas.
E o fenômeno atinge um nível tal que se tornou quase impossível detê-los, diz Lindon Pronto, especialista em gestão de incêndios florestais no Instituto Florestal Europeu.
Por isso é necessário agir para desenvolver instrumentos que facilitem "controlar os incêndios na fase de prevenção, na operação e após o incêndio", acrescentou Pronto.
Como 29 empresas de todo o mundo, a Dryad compete por um prêmio de vários milhões de dólares, que impulsiona o desenvolvimento de soluções para apagar os incêndios de maneira autônoma em menos de 10 minutos.
Durante a demonstração realizada na quinta-feira (27) pela Dryad —a primeira de um drone de detecção pilotado por computador, segundo a empresa - foi iniciado um incêndio fictício, que é detectado por sensores espalhados na floresta a partir de produtos químicos presentes na fumaça.
Os sinais são então transmitidos para a empresa, que libera remotamente o drone. O aparelho, com cerca de 2 metros de diâmetro, sobe acima das árvores, traçando uma trajetória em ziguezague para localizar o local preciso e a magnitude do incêndio.
Com as informações coletadas pelo drone, os bombeiros estariam em condições de "reagir de forma muito mais eficaz e rápida e evitar uma catástrofe", afirma Brinkschulte.
A Dryad ainda não alcançou a etapa final: a extinção do fogo pelo drone com a ajuda de um "canhão sônico", uma nova tecnologia que projeta ondas sonoras de baixa frequência para apagar pequenos incêndios.
Se funcionar, este método experimental de extinção acústica evitaria que o drone transportasse "grandes quantidades de água pesada", o que tornaria a unidade mais ágil e eficaz, segundo o chefe da start-up.
A matéria na íntegra pode ser lida na Folha de S. Paulo

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