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Como transformar lajes convencionais em telhados verdes

01/04/2025

Uma forma de criar ambientes urbanos mais sustentáveis, saudáveis e resilientes é transformando lajes convencionais em telhados verdes. As coberturas vegetadas unem estética e eficiência ambiental. De residências a edifícios comerciais, escolas e museus, tais estruturas proporcionam uma série de benefícios tanto para o ambiente quanto para o edifício em si.
Algumas boas razões para trocar lajes convencionais por telhados verdes incluem a redução do efeito de ilha de calor urbana – uma vez que as plantas ajudam a resfriar o ambiente ao absorverem a luz solar e liberarem vapor d’água – a filtragem de poluentes do ar e a absorção e retenção de água da chuva, amenizando o volume de água que chega aos sistemas de drenagem urbana.
“Além de sua beleza exuberante, um telhado verde funciona como um isolamento térmico e acústico natural, reduzindo significativamente a necessidade de climatização artificial e contribuindo para o conforto ambiental da construção”, explica Rose Chaves, arquiteta e especialista em design de interiores. Segundo ela, essas coberturas também ajudam no controle da umidade e ainda favorecem a biodiversidade, atraindo pássaros, insetos polinizadores e pequenos animais para os centros urbanos.
A arquiteta conta que alguns dos projetos arquitetônicos mais inovadores do planeta já incorporaram telhados verdes como parte de sua identidade sustentável. “O Museu de Quai Branly, em Paris, e a Biblioteca Pública de Vancouver, no Canadá, são exemplos impressionantes de como essas coberturas podem unir funcionalidade e impacto visual. No Brasil, edifícios como o Instituto Inhotim, em Minas Gerais, e o Sesc Pompeia, em São Paulo, também adotaram essa solução verde para tornar seus espaços mais integrados à natureza”, exemplifica.
Transformar lajes convencionais em telhados verdes não é exatamente um processo simples, mas também não é uma tarefa impossível. Rose Chaves explica que criar um telhado verde exige planejamento e a escolha adequada dos materiais e espécies vegetais. Não basta simplesmente remover as telhas e plantar grama, pois é fundamental garantir uma base estrutural resistente e um sistema de drenagem eficiente para evitar infiltrações e sobrecarga na construção.
“Para que o projeto seja bem-sucedido, é essencial contar com profissionais especializados, como arquitetos, engenheiros estruturais, paisagistas e especialistas em impermeabilização e irrigação. Uma escolha errada de vegetação pode comprometer toda a estrutura, causando danos graves”, alerta a especialista.
De acordo com a especialista, os telhados verdes podem ser classificados em três categorias principais, cada uma com suas especificidades:

* Extensivo: leve e de baixa manutenção, geralmente composto por suculentas, musgos e gramíneas. Ideal para quem busca uma solução sustentável sem necessidade de regas frequentes.
* Intensivo: mais semelhante a um jardim tradicional, permite o cultivo de arbustos, flores e até pequenas árvores. Requer manutenção regular e um sistema de irrigação adequado.
* Semi-intensivo: uma opção intermediária, que combina elementos dos dois tipos anteriores, permitindo a criação de áreas ajardinadas sem sobrecarregar a estrutura do edifício.

O nível de dificuldade depende de fatores como o tipo de laje, a estrutura do edifício, os recursos disponíveis e os objetivos do projeto (se é um telhado verde extensivo ou intensivo).
Após a instalação, o telhado verde exige manutenção contínua, como a rega, poda e monitoramento do sistema de drenagem. Em telhados verdes extensivos, a manutenção tende a ser mais simples, enquanto os intensivos demandam mais atenção devido à diversidade de plantas e à necessidade de cuidados mais detalhados.
Além das vantagens já citadas, os telhados verdes podem contribuir para redução no consumo de energia elétrica, uma vez que ajudam a manter a temperatura interna das construções mais estável; coberturas verdes podem ainda aumentar a vida útil da estrutura do telhado, protegendo a impermeabilização e reduzindo os danos causados pela exposição ao sol, chuva e outros fatores climáticos e, por fim, podem até aumentar a valorização do imóvel, tornando-o mais atraente tanto para ocupação como para venda, devido ao seu apelo estético e sustentabilidade. “Quem opta por essa solução não está apenas investindo em estética, mas também em qualidade de vida e economia a longo prazo”, finaliza Rose.

Fonte: CicloVivo

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