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ONU confirma 2024 como o ano mais quente em 175 anos

01/04/2025

Os sinais claros da mudança climática induzida pelo homem atingiram novos patamares em 2024, de acordo com relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM) lançado na quarta-feira (19). O documento sobre o Estado do Clima Global 2024 confirmou que o ano passado o mais quente no registro observacional estabelecido há 175 anos.
2024 foi o primeiro ano cuja temperatura média ficou mais de 1,5 °C acima da era pré-industrial, registrando uma temperatura média global próxima à superfície de 1,55 ± 0,13 °C acima da média de 1850-1900.

O principal relatório anual da Organização Meteorológica Mundial (OMM) mostrou que:

* A concentração atmosférica de dióxido de carbono está nos níveis mais altos dos últimos 800 mil anos.
* Globalmente, cada um dos últimos dez anos foi individualmente o mais quente já registrado.
* Cada um dos últimos oito anos estabeleceu um novo recorde para o conteúdo de calor do oceano.
* As 18 menores extensões de gelo marinho do Ártico registradas foram todas nos últimos 18 anos.
* As três menores extensões de gelo na Antártica ocorreram nos últimos três anos.
* A maior perda de massa de geleira em três anos já registrada ocorreu nos últimos três anos.
* A taxa de aumento do nível do mar dobrou desde o início das medições por satélite.

“Nosso planeta está emitindo mais sinais de socorro, mas este relatório mostra que ainda é possível limitar o aumento da temperatura global a longo prazo a 1,5 grau Celsius. Os líderes devem se mobilizar para que isso aconteça, aproveitando os benefícios das energias renováveis baratas e limpas para seus povos e economias, com novos planos climáticos nacionais que devem ser apresentados este ano”, afirmou António Guterres, secretário-geral da ONU.
“Embora um único ano acima de 1,5 °C de aquecimento não indique que as metas de temperatura de longo prazo do Acordo de Paris estejam fora de alcance, é um alerta de que estamos aumentando os riscos para nossas vidas, economias e para o planeta”, disse a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo.
O relatório afirma que o aquecimento global de longo prazo está atualmente estimado entre 1,34 e 1,41 °C em comparação com a linha de base de 1850-1900, com base em uma série de métodos, embora tenha observado as faixas de incerteza nas estatísticas de temperatura global.
Uma equipe de especialistas internacionais da OMM está examinando isso mais a fundo para garantir um acompanhamento consistente e confiável das mudanças de temperatura global de longo prazo, em colaboração com o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC).
Independentemente da metodologia utilizada, cada fração de grau de aquecimento é importante e aumenta os riscos e os custos para a sociedade.
O recorde de temperaturas globais observado em 2023 e quebrado em 2024 deveu-se principalmente ao aumento contínuo das emissões de gases de efeito estufa, juntamente com uma mudança de um evento La Niña de resfriamento para um evento El Niño de aquecimento. Vários outros fatores podem ter contribuído para os saltos de temperatura inesperadamente incomuns, incluindo mudanças no ciclo solar, uma erupção vulcânica maciça, aponta o relatório da OMM.
“Os dados de 2024 mostram que nossos oceanos continuaram a se aquecer e os níveis do mar continuaram a subir. As partes congeladas da superfície da Terra, conhecidas como criosfera, estão derretendo em um ritmo alarmante: as geleiras continuam a recuar e o gelo marinho da Antártida atingiu a segunda menor extensão já registrada. Enquanto isso, o clima extremo continua a ter consequências devastadoras em todo o mundo”, disse Celeste Saulo.
Ciclones tropicais, inundações, secas e outros perigos em 2024 levaram ao maior número de novos deslocamentos registrados nos últimos 16 anos, contribuíram para o agravamento da crise alimentar e causaram enormes perdas econômicas.

Leia a reportagem completa clicando no CicloVivo

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