
25/03/2025
Dados de incêndio florestal em Niterói revelam que esse tipo de ocorrência cresceu mais de 830% de 1º de janeiro deste ano até o dia 10 deste mês, em comparação com o mesmo período de 2024. De acordo com levantamento realizado pelo Corpo de Bombeiros, apenas nesse intervalo, a corporação foi acionada 317 vezes para conter queimadas em áreas de mata da cidade. No ano passado, foram registradas 34 ocorrências desse tipo. Ainda segundo os bombeiros, embora os registros estejam espalhados por todas as regiões do município, três bairros lideram o incômodo ranking: Fonseca (31), na Zona Norte; e Engenho do Mato (19) e Várzea das Moças (22), ambos na Região Oceânica.
O major Fábio Contreiras afirma que a ação humana é o fator comum entre esses bairros. São áreas com densidade demográfica considerável. Segundo dados do Censo de 2022 do IBGE, o Fonseca (46.317 habitantes) é o segundo bairro mais populoso da cidade, ficando atrás apenas de Icaraí. Ou seja, apesar do tempo predominantemente seco e sem chuva, principalmente durante o mês de fevereiro, a ação humana continua sendo a principal causa das queimadas.
— No geral, os registros na cidade estão bem distribuídos. Ao longo do ano, os meses de junho e julho são os que mais concentram incêndios florestais, devido à prática criminosa de soltar balões e fogos de artifício próximo a áreas verdes. O descarte de guimbas de cigarro também é outro fator relevante, por ter grande potencial de calor. Combustão espontânea é um evento raríssimo — explica o major.
Ele aponta ainda outros fatores, como a queima de lixo e a realização de queimadas em terrenos sem autorização. O levantamento sobre os incêndios em áreas de mata na cidade também mostra que o período entre 10h e 16h concentra a maior incidência desse tipo de ocorrência, e terrenos em declive aumentam a velocidade de propagação do fogo.
— Às vezes, a pessoa acredita que tem a situação sob controle ao colocar fogo em algum material perto de casa. E aí tenta apagar as chamas por conta própria, expondo-se ao risco. O fogo pode cercar alguém com muita facilidade, sem falar da fumaça, que é tóxica. Por isso, pedimos que, em situações assim, deixem para os profissionais, acionem os bombeiros. E evitem colocar fogo próximo a áreas verdes — enfatiza o major, que ainda faz outro alerta. — É importante que as pessoas se conscientizem de que a cobertura vegetal destruída por um incêndio torna o local muito mais suscetível a enchentes e deslizamentos, além da perda irreparável de fauna e flora.
Em nota, a Secretaria municipal do Clima, Defesa Civil e Resiliência afirmou que, no período de janeiro a março deste ano, foram registradas 150 ocorrências de fogo em vegetação na cidade, enquanto no ano passado não houve registros nesses meses. O Centro de Monitoramento e Operações (CMO) da Defesa Civil apontou um aumento de 63% no número de dias sem chuva nesse mesmo período.
Ainda de acordo com a nota, a prefeitura afirmou que realiza o acompanhamento, em tempo real, das condições meteorológicas e emite avisos regulares para a população sobre o risco de incêndios em vegetação. A Defesa Civil também fez um alerta para que a população evite atear fogo no lixo próximo à vegetação e que denuncie qualquer atividade suspeita.
Como medida preventiva, a prefeitura também adotou a divulgação de mensagens informativas nos 15 painéis de trânsito da NitTrans espalhados pela cidade. “Niterói tem mais de 600 voluntários capacitados para auxiliar na prevenção e no monitoramento de incêndios em vegetação no município”, diz um trecho da nota.
Fonte: O Globo

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