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5 pontos para entender o tamanho da crise climática antes da COP28, segundo estudos recentes

30/11/2023

À medida que se aproxima o início da COP28, a conferência do clima da ONU (Organização das Nações Unidas), as atenções se voltam para Dubai, para acompanhar as negociações neste ano. O evento começa nesta quinta-feira - hoje - (30) e, até o dia 12 de dezembro, os Emirados Árabes terão a missão de entregar um acordo satisfatório mesmo com acusações de conflito de interesses pesando sobre a organização.
A cúpula acontece em um momento que é considerado crítico para frear a crise climática, já que é preciso cortar drasticamente as emissões de carbono até 2030 para que seja possível cumprir o Acordo de Paris.
No entanto, diversos estudos lançados nas últimas semanas mostram que as políticas e medidas para tentar conter o aquecimento global em, preferencialmente, 1,5°C e, no máximo, 2°C, ainda estão muito aquém do necessário.

5 PONTOS PARA ENTENDER O CENÁRIO DO COMBATE À CRISE CLIMÁTICA
▸ Planeta caminha para mais de 2,4°C de aquecimento
▸ Produção desenfreada de combustíveis fósseis
▸ Venda de carros elétricos é único indicador dentro da meta
▸ O ano mais quente da história
▸ Falta de dinheiro para adaptação climática

PLANETA CAMINHA PARA MAIS DE 2,4°C DE AQUECIMENTO
Um dos pontos centrais a serem discutidos na COP28 é um inventário das ações voltadas ao combate às mudanças climáticas (chamado de "global stocktake", ou balanço geral) feito pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês).
Publicada em setembro, a avaliação está prevista no Acordo de Paris, assinado em 2015, e é o levantamento mais abrangente já feito sobre o andamento do combate à crise climática. Os resultados apontam que, apesar de avanços, a humanidade está rumo a um aumento de 2,4°C a 2,6°C na temperatura média global.
A análise será discutida em Dubai e, a partir dela, os países devem reavaliar seus atuais esforços e assumir compromissos mais ousados —que devem ser apresentados até 2025, na COP30, que deve acontecer no Brasil, em Belém.
Outro estudo cita um cenário ainda pior para o futuro. O relatório anual sobre a Lacuna de Emissões, do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), aponta que o mundo terá de 2,5°C a 2,9°C de aquecimento em relação aos índices pré-industriais se os governos não acelerarem o corte de emissões.
O documento também traz números da Organização Meteorológica Mundial que apontam que as emissões de gases de efeito estufa subiram 1,2% entre 2021 e 2022, chegando a um recorde equivalente a 57,4 gigatoneladas de dióxido de carbono.

Veja os outros quatro pontos clicando na Folha de S. Paulo

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