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A mulher que mudou de vida para cuidar de onças em perigo: ´Achei o meu próprio sentido´

07/11/2023

O Globo Repórter desta sexta-feira (3) destacou as maravilhas naturais da Serra dos Pireneus, em Goiás. Nesse ecossistema, a presença de onças mostra que a natureza está em equilíbrio e a possibilidade de ver uma de perto é possível graças ao trabalho da Cristina Gianni, em Corumbá de Goiás.
Apesar de não ser bióloga ou veterinária, ela se dedica ao cuidado desses animais há 23 anos. Tudo começou com uma visita a um zoológico, quando Cristina deparou-se com o Pacato, uma suçuarana.
“Quando eu vi aquele animal, que eu soube a história dele, e que ele estava ali há quatro anos, naquela jaula, porque não tinha destinação. A minha reação foi, poxa, eu tenho uma fazenda aqui perto. Eu posso ajudar o pacato?”, conta a presidente do Instituto NEX.
Ela ofereceu sua fazenda como um refúgio para o animal. A ideia pegou o marido de surpresa e assim, o Pacato ganhou uma nova casa, com muito espaço para explorar.
“Ele mostrou pra gente o quanto ele estava feliz, virou de barriga pra cima, sabe, todas aquelas demonstrações. A gente já começou aprendendo com ele. Então, achei o meu próprio sentido, a minha vida deu uma guinada. Tudo isso por causa da onça", relata.
O NEX - No Extinction - foi a primeira instituição de proteção e abrigo particular de felinos silvestres autorizada pelo Ibama. Depois do Pacato, a fazenda começou a receber muitas outras onças das mais variadas espécies e biomas.
O projeto recebe doações e conta com uma equipe de voluntários: biólogos, veterinários e tratadores. Eles cuidam, ao todo, de 20 onças.
A maioria não pode voltar para a natureza porque foi vítima de maus tratos e deformações. No NEX, esses animais encontraram um lugar pra viver sem riscos, com espaço para explorar, incluindo lago, gruta, áreas de descanso e locais para exercícios.
O lugar é também um importante centro de pesquisas sobre a vida das onças. Em mais de 20 anos de existência, o instituto sempre abriu as portas para estudos de universidades do Brasil e até do exterior.
O casal, que não tinha experiência nenhuma com grandes felinos, aprendeu muito e faz questão de transmitir o conhecimento para filha.
"O papel da gente é mínimo, mas a gente colabora e trabalha para que se evite a extinção das onças”, destaca Cristina.

Fonte: g1

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