
20/09/2010
As fazendas coletivas de Israel deixam a vocação socialista e viram polo de tecnologias ecológicas
O Vale do Silício das tecnologias baratas, resistentes e ecologicamente corretas fica no Oriente Médio. Mais precisamente nos kibutzim de Israel, as fazendas coletivas que, por décadas, foram conhecidas por pregar um modo de vida igualitário e as virtudes do trabalho rural. Desde o fim do século XX, esses centros encontraram outra vocação. Incentivados pelo governo, por recursos estrangeiros, pela cultura de inovação de Israel e pelas condições naturais duríssimas da região (que recebe o equivalente a um quinto das chuvas do Nordeste brasileiro), os kibutzim vêm se integrando ao capitalismo com um propósito: testar respostas para desafios ambientais do planeta.
No meio do deserto de Arava, o kibutz Ketura é um exemplo. Seus integrantes ainda seguem as regras da coletividade, dividem as tarefas por igual e recebem o mesmo salário. Apesar disso, a fazenda tem uma empresa, a Arava Power, que firmou uma parceria com o gigante alemão Siemens. Juntos, testam sistemas de geração de energia solar, a fim de torná-los mais baratos e eficientes. “Investimos na Arava porque ela é uma pioneira nesse mercado”, disse a ÉPOCA Eliezer Tokman, presidente da Siemens em Israel.
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