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Empresa brasileira recebe certificado de embalagem comestível

28/09/2023

Já imaginou que tudo o que compramos vem com materiais que protegem, conservam e apresentam os produtos? Sustentabilidade vai além do produto em si; inclui o que vem junto na conta. Das sacolas das roupas, aos potes dos alimentos e garrafas de bebidas. As embalagens têm um impacto enorme na pegada ecológica daquilo que consumimos.
O mercado de embalagem do Brasil é um dos maiores do mundo e cresceu ainda mais durante a pandemia, impulsionado pelo aumento dos serviços de delivery e da demanda por eletrônicos. Uma rápida visita a uma cooperativa de reciclagem era suficiente para perceber que elas estavam operando no auge de sua capacidade.
Com o crescente volume de resíduos, acenderam-se os alertas vermelhos das consequências: aumento nos custos de logística, sobrecarga na coleta e pressão adicional sobre as cooperativas, tudo isso sem necessariamente resultar em investimentos adicionais. Portanto, a busca por embalagens mais ecológicas emergiu como uma tendência no mercado.
Uma das tendências notáveis é a produção de embalagens ecológicas e biodegradáveis, capazes de se degradar naturalmente por meio de processos orgânicos, promovidos pelo próprio ambiente em que estão inseridas. É a natureza mostrando o caminho, mais uma vez!
Nesse contexto, a OKA BIOEMBALAGENS foi a primeira empresa brasileira a receber o certificado de embalagem comestível, produzido com ingredientes locais e com um uso mínimo de água na sua produção. É isso mesmo, ao invés de descartar as embalagens, podemos comer potinhos e colheres. Os produtos são feitos de fécula de mandioca e têm um sabor neutro, para que possam ser combinados com diferentes sabores, dos doces aos salgados.
Embalagens comestíveis, biodegradáveis e compostáveis, podem ser uma solução para o combate da poluição plástica, causada em grande parte por itens descartáveis. O material destes produtos também pode envolver sementes e tornar a regeneração e o reflorestamento de áreas degradadas mais eficientes: além do material se transformar num hidrogel antes de se dissolver, pode conter elementos para adubação verde, nutrientes como substratos, biofertilizantes, biochar, etc..
“Nosso produto é sempre alimento, se não para o consumo humano e animal, para a terra, um material que se integra ao ciclo de vida no planeta é um biomaterial, importante que seja compostado domesticamente para que seja amplamente empregado”, explica a ecodesigner Érika Cezarini, fundadora da OKA BIOEMBALAGENS.
A empresa vem desenvolvendo estas opções de materiais e embalagens mais sustentáveis há 10 anos. A Vivi Noda, da agência casoca, conversou com a Érika e compartilhamos com vocês esta conversa e a história deste negócio regenerativo.

Leia a entrevista no CicloVivo

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