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Cágado gigante achado em pescaria em Terra Roxa deve ter 40 anos e contou com sorte na natureza, diz biólogo

05/09/2023

🐢O cágado gigante encontrado no sábado (2) por moradores durante uma pescaria em Terra Roxa (SP) contou com um pouco de sorte por não ter sido predado antes e conseguido alcançar o tamanhão todo. É o que diz o biólogo Pedro Favareto, que ficou surpreso ao analisar as fotos do animal.
“Primeiro é sorte por ele não ter sido predado ao longo do caminho, tanto pela ação humana como pela ação de outros predadores. A disponibilidade de alimento, de habitat, a condição da água favorável diante de toxinas e outras poluições que são lançadas, e outras condições ambientais em geral, como a temperatura, também influenciam”, afirma o especialista.
😲Segundo o pescador Rodrigo Andreucci, o cágado tinha 110 centímetros de comprimento, 93 centímetros de largura e pesava por volta de 60 quilos. Normalmente, os animais da espécie chegam a 30 centímetros.
“Ele é totalmente fora da curva. É um animal que teve uma condição de longevidade, de sobrevivência, muito maior do que animais dessa região normalmente apresentam.”
De acordo com Favareto, não é possível precisar a idade do cágado, mas ele estima que tenha pelo menos 40 anos de vida.
O biólogo Samuel Maria também ficou impressionado com a foto do animal, principalmente porque os maiores cágados do mundo são da espécie tartaruga da Amazônia, animal também de água doce e que chega a medir 90 centímetros.
“Esse tamanho aí aqui no Rio Pardo é surpreendente, bem surpreendente".
Andreucci, que retirou o animal da água, chegou a pensar que se tratava de um tambor boiando no rio.
"Ela estava no canto do lado esquerdo, onde tem uma ´correntezinha´ que desce para baixo. Achei que era até um tambor, porque era algo muito grande boiando sobre a água. Fui encostando perto, aí a hora que eu vi, falei ´meu Deus, o que que é isso? Mas é muito grande´".
O pescador seguiu com o animal no barco até a margem, onde chamou outros pescadores, amigos dele, para que pudessem ver o tamanho do bicho. Depois, o devolveu à natureza.
Favareto diz que Andreucci tomou a decisão certa ao soltar o animal após a descoberta inusitada.
“Um animal que já sobreviveu tanto tempo no meio ambiente e a gente retirá-lo e por algum motivo, predá-lo, é uma judiação. A gente não contribui em absolutamente nada para o meio ambiente com isso.”

Fonte: g1

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