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Os óleos essenciais da Amazônia que se transformam em cosméticos, perfumes e medicamentos

24/08/2023

O Globo Repórter da última sexta-feira (18) mostrou os avanços na extração dos aromas naturais da Amazônia para a criação de diversos produtos, como cosméticos, perfumes e medicamentos.
Os óleos essenciais são destaque nessa criação. Várias gerações de pesquisadores estudam, fazem a coleta e a extração, o que ajuda na bioeconomia local e no desenvolvimento social.
“Muito desses componentes de óleos essenciais têm atividade biológica, eles podem ser utilizados para cosmética. Eles podem ser usados em uma ação biológica, anticâncer, reumática ou alguma coisa dessa natureza. Muitas desses óleos essenciais, muitas dessas plantas podem vir a compor em novos produtos comerciais”, destaca o professor Maia.
O museu Emílio Goeldi, em Belém, é referência em pesquisa e conhecimento científico. Já são mais de cinco mil óleos identificados em décadas de trabalho.
"Durante muitos anos, nós tivemos que preparar nossos óleos essenciais, coletá-los e tínhamos que encaminhar, para fazer esses ensaios biológicos no Rio, em São Paulo, em outros locais, porque naquela oportunidade a gente contava nos dedos o número de laboratórios famosos que no Brasil que podiam fazer ensaio biológico. Mas depois começaram a ser feitos aqui - não só a parte química, como a parte biológica", relata o professor Maia.
Há também uma chamada "oleoteca" no laboratório, uma coleção de óleos essenciais, oriunda de diversas expedições pela Amazônia Legal.
O pau-rosa quase foi extinto no século passado - o óleo era usado em perfumes famosos. Hoje em dia, já não é necessário derrubar a árvore - foi descoberta uma alternativa.
"Utilizar partes da planta, por exemplo folhas e galhos finos, você faz uma poda, e obtém também assim o óleo essencial. Não precisa cortar a planta", conta Maia.
“Casca preciosa”
A professora Joyce estuda uma árvore muito especial - "a casca preciosa" - e pontua as propriedades analgésicas, anti-inflamatórias, cicatrizantes, além do seu potencial na prevenção de doenças, como o câncer e a doença de Alzheimer.
"O óleo essencial pode ser usado como analgésico, também apresenta atividade microbiana, fungicida, além disso pode ser utilizado na prevenção de doenças do sistema nervoso central", completa.
Joyce destaca a contribuição da ciência para o desenvolvimento social e econômico da Amazônia:
“Os novos estudos do grupo são baseados no óleo essencial das folhas e ramos finos. Com a ideia de que a gente tem que preservar a espécie”, ressalta.

Fonte: Globo Repórter

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