
07/02/2023
O afundamento pela Marinha, na sexta-feira (3), do antigo porta-aviões São Paulo - depois de passar meses vagando no mar por ser proibido de atracar no Brasil e no exterior - deixa algumas questões ainda sem resposta.
A embarcação começou a operar na década de 1960 na Marinha francesa, sendo comprada no ano 2000 pela Marinha brasileira.
O ex-porta-aviões foi para o fundo do oceano, após um longo impasse que durou vários meses e começou quando o Ministério do Meio Ambiente da Turquia se recusou a receber a carcaça do navio e devolveu a embarcação para o Brasil.
No entanto, o navio foi barrado no país por conter, entre outros poluentes, amianto, substância com potencial tóxico e cancerígeno. A Marinha decidiu afundar o porta-aviões, medida que foi alvo de questionamentos do Ministério Público Federal e do Ibama.
O que se sabe sobre o caso
➤ O porta-aviões São Paulo foi adquirido pela Marinha do Brasil no ano 2000, por US$ 12 milhões;
➤ Por ser um navio da década de 1960, possuía em sua estrutura substâncias tóxicas que não eram proibidas na época em que foi construído. Uma delas é o amianto;
➤ A embarcação afundada na sexta (3) tem 9,6 toneladas de amianto em sua estrutura;
➤ O casco do antigo navio também conta com 644 toneladas de tintas e outros materiais perigosos;
➤ A decisão de afundar o antigo navio foi tomada após a Marinha identificar danos considerados irreparáveis na estrutura do navio danificado.
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