
19/11/2009
Sob a argumentação de que a venda do coco verde servido pelos barraqueiros na areia e descartado por banhistas e comerciantes vem causando impacto ambiental nas praias, o Comitê Gestor da Orla - comissão coordenada pela Secretaria municipal de Meio Ambiente - quer proibir a venda do produto nas areias. A notícia, publicada ontem pela coluna Gente Boa do GLOBO, foi confirmada pelo secretário de Meio Ambiente Carlos Alberto Muniz e pelo gerente do comitê, Jovanildo Savastano. A venda continuaria permitida nos quiosques do calçadão.
A secretaria ainda estuda como se dará a modificação da legislação para regulamentar a restrição ao coco. Atualmente, os produtos que podem ser vendidos nas barracas estão relacionados no decreto municipal 29.881, de 18 de setembro de 2008, que consolida as posturas municipais. O coco verde sairia dessa lista, ficando permitida apenas a venda do coco industrializado, vendido em garrafinhas. Segundo Muniz, a ideia é que a proibição da venda do coco na areia coincida com o início do funcionamento das novas barracas da orla. Apresentado pelo prefeito Eduardo Paes em 26/10, o novo modelo deverá ser inaugurado em 01/12, quando a prefeitura detona a Operação Verão e pretende colocar as duas primeiras unidades para funcionar em Ipanema e Leblon.
Para a Secretaria municipal de Meio Ambiente, os restos de coco viraram um caso de saúde pública, uma vez que atraem ratos para a areia e exigem um esquema de limpeza reforçado. De acordo com a Comlurb, as cascas de coco respondem por 60% do volume diário recolhido nas areias do Rio. Na alta temporada, são retiradas de 60 a 70 toneladas de lixo das praias nos dias de semana. Nos sábados e domingos, a quantidade varia de 100 a 180 toneladas de detritos.
Fonte: O Globo
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