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Preservação das onças ganha força no Pantanal

15/12/2022

Em julho de 2022 fomos ao Pantanal para ver de perto o trabalho do Instituto Homem Pantaneiro (IHP) pela preservação do bioma. Uma história de mais de 20 anos, que começou com a luta do Coronel Ângelo Rabelo contra a caça dos jacarés na década de 80 e deu origem à uma das mais importantes organizações da sociedade civil que atua na região, preservando a natureza e a cultura local.Fundado em 2002, IHP é hoje responsável pela gestão da Rede de Proteção e Conservação da Serra do Amolar, ou Rede do Amolar, uma área de 276 mil hectares, dos quais 201 mil são legalmente protegidos. A história do instituto nasceu de parcerias importantes com o Instituto Acaia Pantanal, Fazenda Santa Tereza, Fundação Ecotrópica e Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense/Instituto Chico Medes (ICMBio) e Polícia Militar Ambiental.
E é graças a novas parcerias que o trabalho continua. Desde março de 2022, a General Motors apoia o programa Felinos Pantaneiros, iniciativa do IHP para proteção das onças, espécie icônica do Pantanal. Em março, além de aporte financeiro, a empresa entregou uma picape Chevrolet S10 Z71 para garantir o acesso da equipe a todas as áreas de atuação do programa.
Atualmente, o projeto impacta seis propriedades localizadas na região de Miranda (MS), onde a densidade populacional das onças-pintadas chega a 6,7 onças a cada 100 km², e na Serra do Amolar, onde há 8,3 felinos para cada 100 km².
O aporte financeiro inicial e a doação da primeira picape já trouxeram resultados importantes: foram mais de 15 mil quilômetros rodados em 3 regiões do Pantanal para atividades em fazendas e ações de educação ambiental em 3 cidades do Mato Grosso do Sul, impactando mais de 500 pessoas; 2 publicações científicas publicadas; a participação de Diego Viana, veterinário e coordenador do programa Felinos Pantaneiros, em uma expedição na Serra da Capivara em parceria com o ICMBIO; e 7 ações de monitoramento de onças-pintadas na região da Serra do Amolar.
Nelson Silveira, diretor de comunicação GM América do Sul, afirma que a empresa não é apenas patrocinadora, mas uma parceira do IHP na preservação do Pantanal e, em especial, na defesa das onças. “A parceria com o IHP é uma forma de nos envolvermos com todos os elos dessa complexa cadeia que garante a sustentabilidade do bioma, como os produtores rurais, conservacionistas e a própria população pantaneira. Os laços com o Pantanal fazem parte de uma estratégia de longo prazo, que nos enche de orgulho e senso de pertencimento”, afirma Nelson.
Como prova deste compromisso de longo prazo, a montadora anunciou, no final de novembro, a ampliação de seu apoio ao Felinos Pantaneiros. No evento, realizado na Fazenda Alegria, foi realizada a entrega de mais uma picape Chevrolet S10 Z71 e confirmado um novo aporte financeiro para 2023, que custeará atividades científicas e de educação ambiental do projeto.
Serão investidos cerca de R$ 1 milhão nos dois primeiros anos de parceria, incluindo investimentos diretos e a cessão das picapes que garantem o acesso às regiões pantaneiras mais remotas. A ampliação da parceria já trouxe resultados imediatos, como a contratação de mais 2 integrantes: o biólogo Werner Hugo e a veterinária Mariana Queiroz.
“Nós tínhamos realmente uma limitação operacional. Com a chegada do primeiro carro pudemos atender os casos mais antigos e urgentes que representavam um risco para os felinos. Já temos resultados práticos com o primeiro carro. Agora recebemos mais uma picape que vai ampliar ainda mais a nossa atuação”, conta Angelo Rabelo.
O programa Felinos Pantaneiros aposta na coexistência entre onças e humanos para preservar a espécie. Fazendeiros que antes viam nos animais uma ameaça ao seu rebanho, aprendem como manter as onças afastadas, usando soluções simples como cercas elétricas posicionadas corretamente e repelentes luminosos, equipamentos que piscam de maneira aleatória confundindo e mantendo as onças longe do gado.
“O Felinos Pantaneiros atua fomentando um relacionamento mais sustentável entre seres humanos, suas atividades econômicas e os grandes felinos, como a onça-pintada e a onça parda. O IHP estuda e monitora o comportamento dos animais, engajando diversos atores econômicos da região. Por meio de ações de educação ambiental e aplicação de mecanismos de manejo, como o uso de repelentes luminosos e cercas elétricas, é possível estabelecer uma coexistência mais harmoniosa entre seres humanos e a biodiversidade local’’, garante o Coronel Rabelo, presidente do IHP.
Em uma das fazendas atendidas pelo projeto, os incidentes envolvendo onças e o rebanho caíram mais de 35% após a aplicação das técnicas de manejo. O veterinário Diego faz questão de explicar que os choques das cercas elétricas são inofensivos aos animais e que não existe um só registro de onças mortas pelo equipamento.
Os benefícios do projeto também se estendem para as comunidades ribeirinhas, profissionais das fazendas e associações do agronegócio, que são envolvidos em conversas de conscientização nas quais são apresentadas informações científicas sobre o comportamento das onças, o uso e ocupação do habitat, além de abordar estratégias de convívio seguro e sustentável.
Desde o início da parceria com a GM, o programa passou a atender 3 novas fazendas e possui novos parceiros em pesquisa, incluindo a Associação Pantaneira de Pecuária Orgânica, o Sindicato Rural de Corumbá, o Laboratório de Pesquisa de Mamíferos da Universidade do Ceará e o CENAP (Projeto Parna Serra da Capivara e Projeto Parna Pantanal).

Esta matéria pode ser lida por completo no Ciclo Vivo

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