
13/12/2022
A Companhia Energética de São Paulo (Cesp) concluirá neste mês de dezembro a soltura na natureza de um total de 40 aves da espécie mutum-de-penacho (Crax fasciolata) na área de influência da Usina Hidrelétrica Engenheiro (UHE) Sérgio Motta, que fica no Rio Paraná, no distrito de Porto Primavera, em Rosana (SP).
A ação faz parte do projeto de Soltura do Mutum-de-Penacho, uma iniciativa da empresa, que é uma subsidiária integral da Auren Energia, para a preservação dessa espécie na região.
De acordo com o gerente de Sustentabilidade e Operações da empresa, André Rocha, os animais que estão sendo colocados na natureza são descendentes de indivíduos resgatados há cerca de duas décadas pela própria companhia, durante a construção do reservatório da usina.
Na época, foram resgatadas cerca de 140 aves, sendo a grande maioria solta na natureza e levada para instituições como zoológicos e centros de conservação.
O restante, em torno de 40 indivíduos, foi encaminhado para o Centro de Conservação de Aves Silvestres (CCAS), da Usina Hidrelétrica de Paraibuna, em Paraibuna (SP), que fica no Vale do Paraíba, a mais de 900km de distância de Rosana, visando à proteção da espécie por meio da reprodução em cativeiro, com o acompanhamento de equipe técnica e qualificada.
“A Cesp tem o compromisso com a conservação da biodiversidade e proteção dos nossos recursos naturais. Faz parte do nosso negócio. Por isso, mantemos várias ações com o objetivo de promover a preservação da fauna e da flora na região, que incluem ações de manejo e proteção de Unidades de Conservação e APPs [Áreas de Preservação Permanente] e de reflorestamento de regiões degradadas, visando, principalmente, à criação de corredores ecológicos para auxiliar na proteção de animais silvestres", destaca Rocha.
"Por isso, é com muito orgulho que dizemos que, depois de 20 anos de muita dedicação e cuidados, essas aves tão importantes para o equilíbrio ambiental dos biomas estão retornando para casa”, complementa ele.
Para receber os animais, dois viveiros semelhantes ao existente no CCAS, com 17 metros de comprimento, por 4,5 metros de altura e 7,8 metros de largura, foram construídos nas duas propriedades com o objetivo de facilitar o processo de adaptação das aves.
“Esta é uma ação bastante complexa. Vai muito além de pegar essas aves do viveiro e soltar na natureza. O projeto começou com meses de antecedência, com a construção dos viveiros, estudos e planejamento estratégico. Depois, iniciamos as avaliações constantes dos animais, incluindo exames médicos e treinamentos comportamentais, visando a garantir que eles estejam saudáveis e aptos para a soltura", salienta Rocha.
"A viagem da UHE Paraibuna, no Estado de São Paulo, até a Reserva Cisalpina também teve atenção especial, com contratação de empresa especializada no transporte de animais silvestres, e foi realizado no período noturno, tudo para reduzir qualquer estresse dos animais e garantir que eles cheguem bem e saudáveis”, detalha.
Já nas duas áreas de soltura e manejo, a equipe técnica do projeto, que envolve biólogos e veterinários, continuou com o processo de adaptação e treinamento dos animais.
A segunda fase do projeto está prevista iniciar neste mês e consistirá na transferência de mais 20 indivíduos de mutum-de-penacho. Assim como na primeira etapa, serão soltos dez em Brasilândia e outros dez em Castilho.
A matéria completa pode ser lida no g1
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