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Prevenção de alagamentos: limpeza vai retirar 91 mil toneladas de lixo do Rio Morto e do Canal de Sernambetiba

22/11/2022

A Fundação Rio-Águas, ligada à Secretaria Municipal de Infraestrutura, iniciou na semana passada serviços de limpeza e desassoreamento do Canal de Sernambetiba e do Rio Morto, responsável por alagamentos capazes de deixar intransitável a Estrada Vereador Alceu de Carvalho sempre que chove muito. O investimento da prefeitura é de R$ 4,7 milhões, e o trabalho deve durar seis meses.
No Canal de Sernambetiba, o serviço contemplará seus 4,5 km de extensão ao longo da Estrada Vereador Alceu de Carvalho (também conhecida como Estrada do Rio Morto), entre a Avenida das Américas e o ponto onde o Rio Morto deságua no canal.
Já o Rio Morto receberá limpeza da Vereador Alceu de Carvalho até a Estrada dos Bandeirantes.
— O Canal de Sernambetiba e o Rio Morto são cursos d’água relevantes para o escoamento da região de Vargem Grande e Recreio dos Bandeirantes. O Sernambetiba recebe contribuições de outros rios e tem o seu deságue no mar. A limpeza previne alagamentos e beneficia cerca de 18 mil pessoas — diz o presidente da Fundação Rio-Águas, Wanderson Santos.
A estimativa é que mais de 91 mil toneladas de material sejam retiradas dos canais, o equivalente a 4.600 caminhões basculantes cheios. Os trabalhos são feitos por uma escavadeira hidráulica e uma máquina anfíbia, capaz de executar a limpeza inclusive dentro da água. Os técnicos contam também com um drone marinho, que indica a profundidade exata do canal e os pontos mais assoreados, ajudando a planejar as ações.
Raphael Lima, subprefeito da Barra, Recreio e Vargens, explica que a Rio-Águas também atuará no Canal do Cascalho, que tem ligação com o Sernambetiba.
— Este é um trabalho preventivo para o período mais chuvoso. O objetivo é desobstruir o curso das águas, para evitar bolsões de água e alagamentos de vias — diz Lima.
Segundo a Fundação Rio-Águas, melhorias no escoamento das chuvas e no espelho d´água, com a retirada de gigogas, poderão ser observadas nos primeiros trechos executados já neste verão.
O último registro de limpeza deste porte na região data de 2016. Em 2020, houve serviços pontuais, em alguns trechos curtos.

Fonte: O Globo

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