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Estádio “embutido” no solo é coberto por telhado verde

22/11/2022

Um estádio de futebol em Quzhou, na China, está chamando atenção por sua capacidade de integrar-se à paisagem circundante. Quem vê a estrutura de fora não imagina que o local possui capacidade para 30 mil pessoas.
A ilusão de ótica deve-se ao fato de grande parte de sua estrutura estar localizada no subsolo e o que está aparente possui formas orgânicas que podem ser escaladas quando o estádio está fechado.
O estádio também possui uma fachada inclinada com nove entradas, sendo sustentado por 60 colunas feitas de concreto produzido localmente – minimizando assim a pegada de carbono associada ao transporte de materiais durante o processo de construção. Tendo as ondas do mar como referência, as entradas do edifício possuem superfícies de curvatura dupla e as paredes são feitas de placas de concreto texturizadas.
Já o dossel é composto internamente de aço, envolvido um material translúcido: a metade inferior é envolta em uma membrana de PTFE – transmissor de luz com microperfurações que ajudam a melhorar a acústica – e a parte superior é feita de uma membrana de PTFE mais sólida e à prova de chuva.
A geometria sinuosa também é encontrada no espaço interior: os assentos são ondulados e projetados para seguir a paisagem circundante. Com vários tons de verde, os bancos ainda fazem referência às colinas, além de contrastar com a cobertura branca do estádio.
Como muitas instalações estão em espaços subterrâneos, grandes aberturas foram projetadas para garantir a entrada de luz natural. O estádio também foi projetado para absorver, armazenar e infiltrar a água pluvial. Este feito não só garante economia de água como, segundo os desenvolvedores, terá o efeito adicional de proteger o edifício dos danos causados ​​pelo excesso de chuva e reduzir o consumo de energia e as flutuações de temperatura.
Inaugurado em 2022, o Quzhou Stadium integra o Quzhou Sports Park, um complexo de quase 700 mil metros quadrados que está atualmente em construção. O projeto arquitetônico é do escritório chinês MAD Architects.
“A MAD Architects considera o terreno do estádio não apenas como um espaço de parque dinâmico adjacente ao centro urbano da cidade, propício à recreação atlética e de lazer, mas também uma oportunidade para uma conexão espiritual entre as pessoas e a natureza”, afirma o estúdio.

Fonte: Ciclo Verde

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