
22/11/2022
O navio graneleiro São Luiz, que foi arrastado pelo vento e se chocou contra a estrutura da Ponte Rio-Niterói, na última segunda-feira (14), não é o único na Baía de Guanabara que está abandonado e em estado precário de conservação.
O RJ2 deu um giro pela região na terça-feira dia 15 e encontrou dezenas de embarcações com alto risco de acidentes.
O Canal de São Lourenço, conhecido como o cemitério de navios da Baía de Guanabara, que está localizado entre os municípios de Niterói e São Gonçalo, está repleto de embarcações enferrujadas e completamente abandonadas.
"Esse é um passivo ambiental antigo aqui da Baía de Guanabara. Há cerca de 30 anos, pelo menos, esse cemitério de navio está ali, concentrado principalmente no Canal de São Lourenço, em Niterói, mas também há embarcações afundadas", contou o representante do Movimento Baía Viva.
Alguns dos navios desse cemitério são alvos de processos judiciais e aguardam leilão. Algumas estruturas estão quase afundando nas águas da baía.
"Por incrível que pareça, nunca foi feito um inventário do número de embarcações que estão afundadas na Baía de Guanabara e também de navios como esse São Luís. São embarcações extremamente precárias, inseguras. Provavelmente dentro delas há inclusive óleo. Isso pode provocar um desastre na Baía de Guanabara", comentou.
Em 2020, o RJ2 mostrou que o acúmulo de navios abandonados na Baía de Guanabara já era um problema grave. Na época, a equipe de reportagem também percorreu as águas da baía, desde a Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, até Niterói, na Região Metropolitana.
A matéria completa pode ser lida no g1
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