
27/10/2022
Para quem mora em São Paulo, ficar em contato com a natureza é uma oportunidade para espairecer a mente e revigorar as energias. Duas opções para fugir da correria diária e aproveitar as belezas naturais são o Parque Estadual Alberto Löfgren – Horto Florestal e a Floresta Cantareira. Localizados na zona norte da cidade, os parques somam mais de 1400 espécies relevantes entre plantas, árvores e animais.
No Parque Estadual da Cantareira já foram identificadas 678 espécies de plantas, que estão distribuídas em 120 famílias e 338 gêneros. As árvores são representadas por 394 espécies, o que corresponde a 58,1% do conjunto; os arbustos com 111 espécies (cerca de 16,4%), ervas epífitas com 44 (cerca de 6,5%), ervas terrestres com 68 (totalizando 10%), lianas com 55 (equivalente a 8,1%), fetos arborescentes com cinco e hemi-parasitas com duas.
Destacam-se duas espécies de flora ameaçadas de extinção no Estado de São Paulo: Palmeira-juçara Euterpe edulis, e o Xaxim Dicksonia sellowiana.
Em relação aos animais, já foram avistadas algumas espécies relevantes como o Sagui da-serra-escuro Callithrix aurita, o Sauá Callicebus personatus, o Bugio ruivo Alouatta guariba clamitans, animal muito afetado pelo surto de febre amarela, que ocorreu nos anos de 2017 e 2018, em São Paulo, e Leopardo do Mato (Leopardus Tigrinus).
Já no Horto Florestal, foram catalogadas cerca de 786 espécies. Dessas, 472 são de diferentes localidades do Brasil e 314 são provenientes de outros países. Três espécies nativas foram enquadradas em alguma categoria de ameaça: o palmeira-juçara (Euterpe edulis), o jacarandá-paulista (Machaerium villosum) e o fumo-bravo (Solanum bullatum).
Dentre as espécies raras destacam-se o cedro-japonês (Cryptomeria japônica), o flamboyant (Delonix regia), o ipê-amarelo ou ipê-comum (Ekmanianthe longiflora), o pinheiro-do-Chile (Pinus radiata) e o pinheiro-de-Torey (Pinus torreyana).
Na parte da fauna, a jaguatirica (Leopardus pardalis) é um dos mamíferos registrados no Parque Estadual Alberto Löfgren. A espécie encontra-se na categoria vulnerável devido à ameaça de extinção. O gavião-pombo-pequeno (Leucopternis lacernulatus) e a araponga (Procnias nudicollis) são duas espécies de aves, também ameaçadas de extinção, e que já foram identificadas no local.
As trilhas são sempre ótimas opções para explorar a natureza. No caso do Parque Estadual da Cantareira, os visitantes encontram trilhas com avistamento de pontos com cachoeiras (Trilha da cachoeira — Engordador), lagos (Trilha do lago das carpas), mata fechada com espécies centenárias (Trilha da Figueira), e até um mirante com uma vista panorâmica da cidade de São Paulo com cerca de 1.010 metros de altitude (Trilha da Pedra Grande).
“Para este tipo de passeio, recomendamos que os visitantes usem roupas e calçados confortáveis e sempre se alimentem antes de fazer qualquer tipo de atividade física. Além disso, é importante levar também uma garrafa de água e usar sempre protetor solar e repelente”, orienta Gustavo Ferraz, gerente operacional da Urbia Águas Claras.
Seguindo as recomendações, sugere-se trazer uma câmera fotográfica ou celular para registrar os momentos e, especificamente nas trilhas, não é permitido a entrada acesso com animais domésticos. Importante antes da visita consultar as orientações no site.
Confira todas as trilhas do Parque Floresta Cantareira e demais serviços acessando o Ciclo Vivo
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