
06/10/2022
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), apura o que causou a mancha que surgiu nesta terça-feira na Baía de Guanabara. Imagens feitas no fim da manhã mostram uma extensa marca do que parece ser óleo na água.
O vídeo que denunciou mais um caso alarmante da poluição de um dos principais cartões postais da cidade foi gravado pelo jornalista Gian Cornachini, quando chegava ao aeroporto Santos Dumont na manhã desta terça.
— Fiquei chocado, eu nunca tinha visto nada igual. De todas às vezes que peguei avião no Santos Dumont nunca reparei em nada assim antes. É muito triste, chegar aqui e ver isso. A gente sabe que a Baía é poluída, mas ver ela largada assim é de perder as esperanças— afirmou.
Para Gian, o impacto da vista foi ainda maior quando comparado com as paisagens que havia visto na viagem. Uma dolorosa volta à realidade.
— Eu estava voltando de férias depois de 20 dias no Nordeste e tinha fresca a memória da Baía de Todos os Santos, dos cenários de céu azul... Eu vim de um lugar onde estava tudo tão lindo e chegar aqui e ver a nossa Baía largada assim é muito triste. Era uma mancha bem espessa, fiquei meio em choque depois que desci e vi que ninguém estava falando sobre. Imaginei que todos teriam reparado — lembrou.
Em junho, um estudo do Inea já denunciava o desastre ambiental na principal baía do Rio de Janeiro. Todos os 21 pontos de monitoramento de qualidade das águas da Baía de Guanabara registraram índices ‘ruim’ ou ‘péssimo’ em 2021, o pior índice de poluição desde o início da série histórica, iniciada em 2014.
Na época de divulgação, 13 pontos estavam classificados como péssimos e oito como ruins. Nenhum dos pontos de monitoramento recebeu nota ‘regular’, ‘boa’ ou ‘ótima’. Todas as áreas monitoradas pioraram ou permaneceram com a mesma avaliação negativa de 2019, quando havia sido divulgado o último boletim do órgão.
Ainda segundo o último levantamento do Inea, a qualidade da água do trecho próximo ao Aeroporto Santos Dumont caiu de regular em 2019 para ruim em 2021. Perto do Morro Cara de Cão, na Urca, a nota caiu de ruim para péssimo. As águas próximas aos bairros do Flamengo e de Botafogo também sofreram com uma redução ainda mais radical de qualidade, saindo de regular para péssimo.
Fonte: O Globo
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