
25/11/2021
O diretor superintendente da Águas do Rio, Cleyson Jacomini, afirmou, no último dia 17, que a geosmina poderá voltar a assombrar os moradores da Região Metropolitana neste verão. Segundo ele, não há tempo para adotar medidas capazes de garantir a qualidade da água distribuída pela Cedae até o fim deste ano. A expectativa é que isso seja normalizado para o verão de 2023. A Águas do Rio é a concessionária que venceu a licitação para distribuir a água e tratar e coletar o esgoto da Zona Sul do Rio e de cidades da Baixada Fluminense.
Uma das iniciativas para combater a geosmina é a construção de duas Estação de Tratamento de Rios (ETRs) em cursos d’água que levam muita poluição até a Estação de Tratamento do Guandu. Apesar dos esforços, o diretor de Saneamento e Grandes Operações da Cedae, Daniel Okumura, admite que os sistemas não estarão em pleno funcionamento durante todo o verão. Segundo ele, a unidade nos rios Poços e Queimados entra em operação plena em fevereiro (o que quer dizer que já estará fazendo o bombeamento e tratamento da água), enquanto a outra, no Rio Ipiranga, ficará pronta em abril de 2022.
A construção das duas UTRs, barreiras que recolhem sedimentos que são tratados com produtos químicos, é vista como a principal esperança para que os cariocas não sofram com alterações na água. O projeto terá um custo de R$ 180 milhões.
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Fonte: O Globo
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