UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Sob efeito do aquecimento global, aves estão ficando menores na Amazônia

16/11/2021

As espécies de aves da Amazônia costumam ser menores do que em outras regiões do país. Segundo Mario Cohn Raft, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e que há mais de 30 anos estuda aves da região, o motivo é o clima:
“Ser menor no calor é vantagem, ser maior no frio é vantagem”
O bem-te-vi existe no Brasil inteiro, mas os bem-te-vis Amazônia são muito menores do que os bem-te-vis do Sudeste, por exemplo. O bem-te-vi de Minas Gerais, de São Paulo, são monstros comparados ao da Amazônia.
É a mesma espécie, mas o tamanho é diferente em função da relação entre o clima mais frio e a tendência de ser maior, porque aguenta melhor o frio, e ser menor onde é quente.
No entanto, uma pesquisa feita nos últimos 40 anos com 77 espécies de aves que vivem no centro da floresta, ou seja, teoricamente longe da ação humana, mostra que os pássaros já sofrem os efeitos do aquecimento global. Os animais reduziram ainda mais seu tamanho e peso.
O estudo reúne pesquisadores brasileiros e estrangeiros associados ao projeto de dinâmica biológica de fragmentos florestais, do Inpa.
“A conformação das aves está mudando durante o tempo. As condições durante a época seca na floresta, ou seja, entre junho e até dezembro, quando está cada vez ficando mais quente e menos chuvoso, as aves estão acompanhando essas mudanças climáticas”, explicou o pesquisador Philip Stouffer
As mudanças climáticas transformam a vida das espécies em geral, inclusive da nossa, mas no caso dos pássaros ainda não se sabe o que de fato elas vem causando diretamente para alterar a estrutura desses animais. A certeza é que ao longo dos anos vem afetando também aves emblemáticas da floresta
É o caso do pássaro uirapuru, por exemplo, que tem em média 24 gramas e 12 centímetros. Agora, ele está ainda menor. Segundo a pesquisa, o uirapuru reduziu 6% de seu tamanho em quatro décadas. E nesse período ganhou 2% de asas. O mesmo aconteceu com um terço das espécies estudadas.
O que isso significa?
“Voar com mais suficiência e perder calor com mais suficiência. As condições para uma espécie assim, que está sempre na sombra, para ele indica que está se adaptando a essas áreas mais quentes e perdendo calor um pouco melhor”, diz Stouffer.
“A mudança no clima está afetando as aves nas matas mais remotas, está afetando o nosso dia a dia. É da nossa vantagem diminuir esses efeitos e tentar reverter, mesmo porque o futuro para a gente também não é muito brilhante num clima cada vez mais quente e mais modificado”, diz o pesquisador Mario Cohn Raft.

Fonte: g1

Novidades

Projeto transforma crianças da Marambaia em guardiãs do manguezal por meio da música; conheça a iniciativa

13/07/2026

Entre o mar da Restinga da Marambaia e o manguezal de Guaratiba, a música tem servido, há 24 anos, c...

Turista faz registro raro de ´salto´ de tubarão em Ilhabela (SP)

13/07/2026

A auxiliar de coordenação escolar Brenda dos Santos, 24, conseguiu fazer um registro de um momento r...

Descoberta no Rio Grande do Sul revela réptil que antecedeu dinossauros e crocodilos

13/07/2026

Muito antes dos dinossauros dominarem os continentes e de surgirem os crocodilos modernos, seus ance...

Super El Niño: o que o Brasil pode fazer antes do clima cobrar a conta

13/07/2026

O El Niño voltou ao noticiário com um adjetivo que chama atenção: “super”. A expressão parece anunci...

Amazônia tem menor nível de alertas de desmatamento para o 1º semestre em uma década

13/07/2026

A Amazônia registrou no primeiro semestre de 2026 a menor área com sinais de desmatamento detectados...