UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Por que degelo do permafrost é uma das maiores ameaças ao planeta

09/11/2021

Um dos maiores desafios que a humanidade enfrenta hoje é como reduzir a produção de gases que estão superaquecendo nossa atmosfera.
O excesso dos chamados gases de efeito estufa está gerando mudanças climáticas que produzem um número maior de fenômenos meteorológicos extremos, como secas e inundações.
Descobrir como podemos reduzir nossas emissões de dióxido de carbono (CO2) e outros gases nocivos é um dos objetivos da COP26, a conferência das Nações Unidas sobre clima, que acontece na cidade escocesa de Glasgow.
Mas enquanto políticos e cientistas debatem como reduzir a queima de combustíveis fósseis e outras atividades poluentes, pouco se fala sobre outra grande fonte de gases de efeito estufa que é potencialmente muito mais perigosa para a nossa atmosfera.
Trata-se do permafrost, uma das maiores reservas de carbono do planeta.
Os cientistas estimam que cerca de 1,5 trilhão de toneladas de carbono estão armazenados no permafrost. Ou seja, o dobro do que há atualmente na atmosfera.
E a má notícia é que esse carbono está sendo liberado na atmosfera, na forma de CO2 e metano, a uma velocidade nunca vista antes na história da humanidade.
Na verdade, especialistas que estudam o permafrost afirmam que hoje ele emite mais carbono do que absorve, passando de reservatório de carbono a fonte de poluição.
E isso faz dele uma das maiores ameaças à nossa atmosfera.
Mas vamos por partes.
Permafrost é uma camada do subsolo da crosta terrestre que está permanentemente congelada — daí seu nome — em algumas das regiões mais frias do mundo.
Fica debaixo de uma camada mais fina de vegetação e terra, que os especialistas chamam de "camada ativa", que congela quando a neve ou o gelo estão no topo e derrete quando está mais quente.
Esta camada protege o permafrost, que é composto de terra, rochas, areia e matéria orgânica (restos de plantas e animais), unidos por gelo.
É nesses restos orgânicos que é capturado o carbono que, congelado no subsolo, é inofensivo, mas se liberado em grandes quantidades pode se tornar uma das principais fontes de poluição do planeta.
Julian Murton, professor de Ciência do Permafrost na Universidade de Sussex, explicou à BBC News Mundo (serviço de notícias em espanhol da BBC), que — dependendo das condições da superfície — o carbono pode ser liberado como CO2 ou como metano, que é "30 vezes mais poderoso como gás de efeito estufa".
Embora qualquer camada de subsolo que permaneça congelada por pelo menos dois anos já seja tecnicamente considerada permafrost, Murton observa que "grandes extensões foram criadas durante as eras glaciais."
Este permafrost mais antigo, que tem centenas de milhares de anos, é o mais espesso e profundo, podendo se estender por até 1,5 mil metros abaixo da superfície.
Em contrapartida, o permafrost mais recente costuma ter apenas alguns centímetros de profundidade.

Quer saber mais? Acesse a matéria no g1

Novidades

Projeto transforma crianças da Marambaia em guardiãs do manguezal por meio da música; conheça a iniciativa

13/07/2026

Entre o mar da Restinga da Marambaia e o manguezal de Guaratiba, a música tem servido, há 24 anos, c...

Turista faz registro raro de ´salto´ de tubarão em Ilhabela (SP)

13/07/2026

A auxiliar de coordenação escolar Brenda dos Santos, 24, conseguiu fazer um registro de um momento r...

Descoberta no Rio Grande do Sul revela réptil que antecedeu dinossauros e crocodilos

13/07/2026

Muito antes dos dinossauros dominarem os continentes e de surgirem os crocodilos modernos, seus ance...

Super El Niño: o que o Brasil pode fazer antes do clima cobrar a conta

13/07/2026

O El Niño voltou ao noticiário com um adjetivo que chama atenção: “super”. A expressão parece anunci...

Amazônia tem menor nível de alertas de desmatamento para o 1º semestre em uma década

13/07/2026

A Amazônia registrou no primeiro semestre de 2026 a menor área com sinais de desmatamento detectados...