
14/10/2021
Com células cerebrais que percorrem por todo o corpo, o polvo é uma criatura brincalhona e curiosa cujas habilidades podem surpreender.
Em seu audiolivro "Outras mentes: o polvo e a evolução da vida inteligente" (em tradução literal), o filósofo e mergulhador Peter Godfrey-Smith explora a surpreendente jornada evolutiva dos cefalópodes.
Abaixo, conheça algumas das coisas incríveis que aprendemos sobre esses fascinantes invertebrados na obra de Godfrey-Smith.
1. Eles são inteligentes e a maioria de suas células cerebrais estão em seus tentáculos
Os polvos têm um grande sistema nervoso. O polvo médio tem cerca de 500 milhões de neurônios ou células cerebrais.
Isso os coloca na mesma "classificação cerebral" que mamíferos menores, como os cães, por exemplo.
Mas ao contrário dos cães, seres humanos ou outras espécies, a maioria dos neurônios dos polvos não está no cérebro, mas sim em seus tentáculos (quase o dobro deles).
Cada ventosa no braço de um polvo pode ter até 10 mil neurônios que o ajudam a controlar o paladar e o tato.
2. Os polvos podem ser treinados para desenvolver habilidades de memória
As pesquisas feitas nos últimos 70 anos mostraram que os polvos podem ser treinados para realizar tarefas simples.
Em um experimento específico, vários polvos foram capazes de puxar uma alavanca para obter uma recompensa: um pedaço de sardinha.
Eles também foram submetidos a testes visuais com tarefas simples para se lembrar, primeiro com um olho coberto e logo depois com o outro.
Foi um longo processo, mas os polvos se saíram melhor do que muitos outros animais, como os pombos.
3. Eles são muito travessos
Três polvos participaram do experimento com a alavanca, citado anteriormente: Albert, Bertram e Charles. Albert e Bertram foram os participantes mais engajados, enquanto Charles se confundiu um pouco e quebrou a alavanca.
Como se isso não bastasse, Charles também esguichou naqueles que estavam realizando o experimento no dia.
Há relatos de polvos com mau comportamento em alguns aquários, incluindo aqueles que aprenderam a desligar as luzes esguichando nas lâmpadas e causando um curto-circuito no fornecimento de energia.
Na Universidade de Otago, na Nova Zelândia, essas ações se mostraram tão complicadas que um polvo precisou ser devolvido para a natureza.
4. Os polvos podem reconhecer pessoas
No mesmo laboratório da Nova Zelândia, onde houve o problema em que um polvo "apagava as luzes", um outro polvo não gostou de um membro da equipe do laboratório, sem motivo aparente.
Cada vez que essa pessoa passava, ela recebia um jato com quantidade próxima a meio galão de água na nuca.
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