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Mais de 3,5 mil árvores plantadas há cerca de 180 anos são mapeadas no Centro de Macapá 🌳

23/09/2021

Uma pesquisa mapeou mais de 3,5 mil árvores plantadas há cerca de 180 anos na região central de Macapá. O projeto é da Universidade Estadual do Amapá (Ueap), que identificou a presença predominante de mangueiras, ficus e jambeiros na composição do cenário urbano da capital.
Nesta terça-feira (21), data em que é comemorado o Dia da Árvore, a pesquisadora Alana Soares, trabalha com esse mapeamento, fala sobre a importância da valorização da flora para a manutenção dos ecossistemas e da qualidade de vida.
"É importante que a comunidade entenda que, quando a gente fala da importância de uma árvore, a gente fala da questão de consciência, do quanto a árvore é fundamental tanto para a questão da poluição, do meio ambiente, do conforto térmico e outros", disse Alana.
O mapeamento feito pelos pesquisadores da Ueap revela que muitas das árvores vistas todos os dias pela população que passam pela área central da capital são bem antigas. A maioria tem mais de 180 anos.
De acordo com Alana, é o caso das mangueiras, espécime mais numerosa nos bairros Central, Laguinho e Jesus de Nazaré e que mantêm o protagonismo na região. Mas elas só estão ali porque pessoas que moraram na região quase dois séculos atrás decidiram plantá-las.
"O início da cidade se dá com os próprios munícipes fazendo a introdução de alguns exemplares, a maior parte deles eram espécimes exóticas", disse Alana.
De lá para cá, a cidade cresceu e muita coisa mudou, mas estas árvores continuam oferecendo sombra e frescor para quem passa.
O projeto já identificou, por outro lado, que, apesar da predominância das árvores mais antigas, o cenário da arborização da capital também tem se modificado.
"Agora com o nosso mapeamento de 3 anos para cá, a gente já identifica um pouco da mudança dessa paisagem não só com árvores mas também com espécimes arbustivas", enfatiza Alana.
Segundo a pesquisadora, o plano de arborização de Macapá só foi discutido amplamente em 2017, durante o 1º congresso de arborização urbana. A iniciativa foi considerada um passo fundamental para a discussão envolvendo a sociedade.
Ainda de acordo com Alana, o mapeamento ainda deve ser expandido para outros bairros como Santa Rita e Trem. Até o momento, já foram identificadas algumas problemáticas como a tímida presença de árvores em áreas periféricas, como por exemplo na Zona Norte de Macapá.
Nesta data, é importante refletir sobre todos os benefícios que o cuidado com a flora podem proporcionar, uma vez que as árvores não são apenas enfeites para o cenário urbano. Elas ajudam a reverter os impactos ambientais e promovem mais qualidade de vida.

Fonte: G1

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